Este blog é mais um relato pessoal do que algum tipo de guia de viagem. Vamos colocar aqui tudo o que deu certo e também o que não deu em nossa ida a este incrível país. Caso alguma dica sirva para você, ótimo!
Pois bem. Resolvemos ir ao Chile para comemorar nossa lua de mel e a escolha não poderia ter sido mais acertada! Infelizmente, tivemos apenas cinco dias para conhecer Santiago e alguns arredores, mas com uma boa dose de organização e um pouco de sorte, deu para aproveitar muito bem.
Para deixar a experiência mais bacana, que tal ler o post ao som de Los Bunkers, banda de rock chilena? Basta clicar aqui: LOS BUNKERS.
DIA 1 – Empório La Rosa, Cerro Santa Lucía, Plaza de Armas, Patio Bellavista
É inegável que você começa a se impressionar com o Chile já no avião. Sobrevoar a cordilheira e ver aquele branco infinito é algo grandioso. E a viagem só estava começando…
Chegamos no Hotel Ismael 312 no meio da tarde e nos surpreendemos com ele logo de cara. Localização perfeita: em frente ao belo Parque Forestal, próximo ao centro e do metrô. Ficamos em um andar elevado, o que proporcionou uma bela vista. Além disso, os funcionários eram bem atenciosos, o café saboroso e servido das 7 da manhã às 22:00 e boas músicas tocando.



Fizemos um lanche rápido no Empório La Rosa, reduto dos amantes de sorvetes (dizem que é um dos 25 melhores do mundo) e dos cafés. Estávamos com fome, mas dá para garantir que o lanche era muito bom. O café foi o melhor que tomamos na viagem.



Dali partimos para o Cerro Santa Lucia, um morro que fica bem no centro de Santiago. Tem bastante verde, mirantes, um castelo, uma fonte que faz lembrar a Fontana di Trevi e vários carrinhos vendendo Mote con Huesillos (pêssego, trigo e melado). Um comentário histórico pertinente: foi neste local que Pedro de Valdivia fundou Santiago em 1541.





À noite fomos ao muito recomendado Patio Bellavista. O lugar é excelente. Fica aberto até tarde e tem restaurantes de todos os tipos, barzinhos com música ao vivo e lojas para comprar aquela lembrança! Não tivemos sorte na escolha do restaurante. Jantamos no Le Fournil, que serve uma comida bem normal (com excesso de coentro) e não muito barata. Ali experimentamos o famoso Pisco Sour e não aprovamos.
DIA 2 – Cordilheira dos Andes
Este foi o dia que separamos para ver a neve. Somos de Curitiba, aqui tem dias muito frios e há dois anos tivemos algo que esteve no meio do caminho entre a chuva e a neve… nada que se assemelhe ao que vimos e sentimos lá.
O dia começou um tanto atribulado. Sabe-se lá porque, o pessoal do transfer se confundiu nos horários. O transporte estava marcado para às 08:15, mas às 07:00, cerca de 5 minutos depois de eu ter acordado, recebo uma ligação da recepção do hotel avisando que eles estavam nos esperando! Eu, hein? Tivemos que nos arrumar correndo e não pudemos tomar o café! O pior é que isso foi desnecessário, já que a Van só iria sair para o Tour nos Andes às 09:15. Acontece…
A van estava lotada de turistas, sendo a maior parte deles do Brasil. Antes de subir a cordilheira é feita uma parada para aluguel de roupas e do skibunda (mais informações em breve) e para comprar água. Tem que manter a hidratação para subir!


Hora de mudar de trilha sonora. Vamos de Arriba En La Cordillera (basta clicar no nome e curtir).
Estava chovendo e estava frio. O resultado disso? MUITA NEVE! De acordo com o nosso motorista/guia, tivemos cerca de 40 cm de neve ao longo do dia, algo incomum para esse período do ano (meados de Setembro).
Para se chegar às estações de esqui deve-se enfrentar várias dezenas de curvas fechadíssimas. Há quem passe mal… não foi o nosso caso, provavelmente, graças ao exímio motorista.
Uma pausa na subida para termos o primeiro contato com a neve!



Continuamos subindo e a neve continuou aumentando. Demos rápidas passadas no Valle Nevado, Farellones e El Colorado.


Lembram do skibunda? Pois é. Hora de levar um empurrãozinho e voar baixo na neve (ok, nem tanto). Sensação inesquecível.



Almoçamos no restaurante do Hotel Farellones e estava ótimo. Ainda rolou uma nostalgia quando tomamos uma 7up!
Para completar, ajudamos um coitado de um mexicano que subiu os Andes sem corrente e atolou o seu carro de passeio. Que vacilo…

Eu queria ter aproveitado um pouco mais o retorno, mas o meu sono não permitiu. Estava praticamente desmaiando na Van!
Caso queiram fazer um passeio desse basta reservar na SkiTotal. Nosso motorista/guia falava um portunhol fluente, passava informações interessantes e muita segurança no volante. Chamava-se Claudio e foi apelidado de Claudio Neruda, o Rei da Montanha!
À noite, tomamos o café do hotel (sério) e descansamos. Subir os Andes cansa, mas vale cada segundo. Depois fomos ao bar temático The Clinic, onde degustamos o Terremoto, que é melhor que o Pisco. O bar é bacana, músicas boas e bastante humor nas decorações.


DIA 3 – Valparaíso, Viña del Mar, Charly Dog
Vamos trocar a musica, agora com Los Tres (clica aí!). Por incrível que pareça, o lugar que eu estava mais a fim de visitar era Valparaiso. Para chegar lá, a partir de Santiago, basta fazer o seguinte: pegar o metrô até a estação Universidade de Santiago e entrar no Terminal de Buses. Fácil. Compramos uma passagem de ida para Valparaiso e uma de volta saindo de Vinã del Mar, no mesmo dia.
A viagem de ônibus dura cerca de 1 hora e 40 minutos e é muito agradável. Dá para ir apreciando a natureza, os morros, alguns vinhedos…
Valparaiso é uma cidade peculiar. Trata-se de uma região histórica, declarada patrimônio cultural da humanidade pela Unesco. Não é para menos.
São diversos cerros, o porto, restaurantes, casas com telhas de zinco e arte em cada canto, literalmente. A quantidade de turistas é enorme, vindos do mundo inteiro.












Para ir a Viña pegamos o metro de superfície. Acho que o trajeto durou uns 15 minutos e foi ao som de um artista de rua de talento. Aliás, é muito comum a presença de músicos nos metrôs. Eles tem uma qualidade impressionante, não é à toa que muitos contribuem com alguns pesos.
Descemos em uma estação e fomos caminhando pela beira-mar e conhecendo o Oceano Pacífico.




Estávamos com uma certa dificuldade para encontrar o Terminal de Buses de Valpo e fomos perguntar para um motorista de um ônibus de turismo. Não deu outra. Ele nos deu uma carona até lá perto. Os chilenos são muito educados e parecem gostar bastante de nós brasileiros.
Voltando para Santiago, fomos jantar no Charly Dog. Sim, comemos o dogão de rua deles, conhecido como “completo”. E era bem bom, com direito a guacamole.
DIA 4 – Concha y Toro, Parque Forestal, La Moneda, Aqui Esta Coco
Muitos criticam a Concha y Toro por ser uma vinícola comercial, mas o fato é que o passeio vale muito a pena. Foi um dos melhores momentos da nossa viagem!
Tudo começa com a ida de metrô até a estação Las Mercedes. Dá uns 40 minutos, mas o metrô vai até a superfície e ficamos de cara para os Andes ao som de um talentoso músico chileno. Belo! Aliás, acho que ele tocava essa música: Razon de Vivir.
E a Concha y Toro é um lugar muito bonito, daqueles para ficar admirando mesmo. Degustamos 3 vinhos, vimos uma apresentação da cueca (dança típica chilena), as vinhas, as adegas…






Almoçamos no Empório La Rosa e de sobremesa um sorvete que foi saboreado no Parque Forestal.
Deu tempo de uma passada no La Moneda, sede da presidência de república. Lugar histórico, que viu a tomada do poder pelo ditador Pinochet. Nas proximidades tem uma estatua homenageando Salvador Allende.


E finalmente acertamos o restaurante. Jantamos no Aqui Esta Coco, a melhor experiência gastronômica que tivemos. Pratos realmente saborosos, harmonizados com os vinhos certos, graças às dicas do garçom. Foi a única vez que pedimos de tudo: entrada, prato principal e sobremesa. Valeu a pena!




DIA 5 – Museo Chileno de Arte Precolombino, Shopping Parque Arauco, La Chascona, Cerro San Cristóbal, Restaurante Giratório
Já havíamos dado uma passada no centro, mas este foi o dia dedicado para ver com mais calma a região. De manhã, visitamos o Museu de Arte Pre-Colombino, que conta com um enorme acervo de peças produzidas por diversos povos antes da vinda de Cristóvão Colombo. Tem até um espaço dedicado a Amazônia, pena que estava fechado.


Depois, até a Plaza de Armas.



Saímos com pressa rumo ao Shopping Parque Arauco em busca de uma camiseta do Colo-Colo e de um lugar para almoçar sem gastar muito. Passamos no meio do parque araucano, mas não deu tempo de explorar.
Mas deu tempo de dar uma parada no meio do caminho para um registro, né?

Tivemos que voltar de táxi, rumo a casa museu de Pablo Neruda e ao Cerro San Cristóbal.
A visita a La Chascona foi um dos pontos altos para mim. Ver onde viveu um dos maiores nomes da literatura mundial é uma oportunidade que não dá para deixar passar.
Durante a visita você fica com um telefone e escuta informações e curiosidades sobre cada cômodo da casa e sobre a vida do Pablo Neruda.



Depois pegamos o funicular e uma centena de metros depois estávamos no cume do Cerro San Cristóbal, local que proporciona uma das vistas mais bonitas de Santiago. A estatua da Imaculada Concepcion se destaca. O papa João Paulo II celebrou uma missa nesse local em 1987.




À noite, fomos ao restaurante giratório. Ele gira mesmo (360° em 1 hora e pouco) e não deixa ninguém enjoado. A comida não é grande coisa. No fundo, não vale muito a pena.
Depois bateu aquela leve depressão de fim de viagem… mas ficou gravado na memória para sempre!



Deixe um comentário