Trilha sonora: Silvestre y La Naranja – El Instinto
Dia 1: No aeroporto de Buenos Aires
Antes de chegarmos em El Calafate tivemos que aguardar algumas horas na madrugada no aeroporto de Buenos Aires (Jorge Newbery).
Comemos um hamburger no fast food argentino Mostaza e matamos o tempo.
Tomamos um café no Café Martinez e depois sentamos em um banco que dava para o Rio da Prata. A Flávia botou um fone de ouvido, ficou escutando o relaxante barulho da chuva e tentou dormir. Eu peguei mais um expresso no Le Pain Quotidien e li algumas páginas no kindle.
No avião o meu sono estava gigantesco. Capotei e basicamente acordei só em El Calafate. Para mim foi quase um tele tansporte.


Dia 2: Chegando cedo em El Calafate, caminhando pela avenida principal até o Lago Argentino
A simpática equipe do Hotel Picos del Sur nos deixou fazer o check in um pouco mais cedo, o que veio bem a calhar. É que estávamos com bastante sono e ainda era cedo para o almoço. Dormimos até mais ou menos 13 horas e partimos rumo ao primeiro restaurante da nossa lista.
Caminhando pela avenida principal já foi possível ter uma boa ideia da dinâmica da cidade. É realmente agradável andar por aquelas ruas, ainda mais quando um doguinha resolve nos acompanhar. E isso é extremamente comum.
Fomos até o badalado Isabela Cocina al Disco e foi uma experiência interessante. A comida veio uma panela tipo caçarola, com bastante molho e um frango saboroso.
Andamos até o Lago Argentino e respiramos o ar puro patagônico. Tinha pouca gente na região. Bem na nossa frente o lago estava praticamente seco, o que permitia que os cachorros ficassem brincando por ali alucinadamente. Eles brincavam e tentavam caçar as aves, geralmente sem sucesso.
Na sequência, um café e um doce na famosa Don Luis. Fomos na que fica na avenida principal e era bem movimentada. O café não era aquelas coisas, mas o doce valia a pena. Aliás, o café costuma ser bem fraquinho por aquelas bandas
Decidimos ir até o terminal para comprar a passagem que nos levaria até o Perito Moreno no dia seguinte, mas o terminal parecia fechado e desistimos. Depois descobrimos que era só forçar a porta e entrar. Cadê a ousadia do turista?
À noite, uma cerveja e aperitivos no Bar Patagonia. Essa cerveja desceu realmente bem. Já estávamos devidamente aclimatados e empolgados.









Dia 3: Glaciar Perito Moreno
Esse dia foi dedicado para a verdadeira estrela da viagem: o Glaciar Perito Moreno.
Acordamos cedo e andamos algumas quadras até o terminal. Um simpático e bem alimentado canino fez nossa segurança e indicou o caminho certo. E ficou com a gente até a saída da van.
O Glaciar fica há cerca de 1 hora da cidade e pelo caminho a guia com bastante paixão nos passava informações e curiosidades da região.
Antes de chegar de fato no parque a van fez algumas paradas em mirantes que proporcionavam uma vista mais impactante que a outra.
Chegamos no Perito e tomamos um café para aquecer e nos preparar para caminhar nas passarelas.
É um cenário arrebatador. Uma imensidão gelada e branca, com glaciares atingindo cerca de 60 metros e se prolongando por uma grande extensão do lago.
Nos sentimos pequenininhos diante de tamanha beleza e imponência. E também conseguimos escutar o gelo “falando”. É que eventualmente alguns pedaços se soltam e formam um belo espetáculo para os olhos e ouvidos.
Cada ângulo do parque revela uma imagem que pode virar um quadro. O que nos resta é admirar tudo isso pelo maior tempo possível.
Depois de algumas horinhas chegou a hora de nos despedirmos do Perito.
Na volta, obviamente capotei legal na van.
No jantar fomos até o Nina onde comemos um ojo de bife dos mais suculentos e uma empanada acima da média.
E aí quase passamos por um pequeno perrengue. É que sabe-se lá porque a mala da Flavia simplesmente não abria mais. O cadeado com senha decidiu parar de funcionar. Aí pensamos na possibilidade de destruir a mala, mas é uma mala ainda boa e teríamos que gastar com uma nova.
Assisti a uns vídeos nos youtube e descobri que a senha mudou sozinha e conseguimos descobrir a nova senha com um macete malandro.
Deu certo. Aí compramos um cadeado (candado) convencional para deixar ela protegida na volta.
Ufa.










Dia 4: Laguna Nimez, Lago Argentino
Acordamos um pouco mais tarde. Comemos nossas media lunas sem pressa aproveitando a atmosfera patagônica e os andes.
Fomos a pé até a Laguna Nimez, um lugar agradável, vazio e relaxante. Tem poucas pessoas visitando e é bem grande. Você caminha em uma trilha em volta dessa lagoa e observa a fauna e flora local, com destaque para os flamingos.
À tarde fomos no Don Luis só que não o da rua principal, mas no que é um pouco mais afastado. Era mais tranquilo e igualmente bom. Visitamos um museu interessante (e com temas um tanto pesados) e na sequência, uma passada na famosa sorveteria Tito. Muitos elogios para o sabor calafate, que lembrava um danoninho melhorado.
Para não perder o costume, andamos bastante rumo ao lago argentino.
Jantamos em um restaurante próximo ao hotel chamado Morrison, com direito a um milanesa a caballo de qualidade.








Dia 5: Caminhando por El Calafate e batendo recorde de passos
A ideia era aproveitar a cidade com calma.
Visitamos o simpático e simples parque Belgrano e fomos até o lago argentino novamente. Este foi o dia que chegamos mais longe na região do lago, o que proporcionou vistas diferenciadas de Calafate. O ruim é que não levei blusa e acabei passando frio. Também pudera, é a Patagonia!
Comemos em um restaurante mais do povo, o Lechuza. E foi surpreendente. A carne estava saborosa e suculenta. E o preço era justo.
Rolou uma siesta após o almoço e a tarde fomos em um café que era moderninho, mas não tão bom. Nem lembro o nome, para dizer a verdade.
Andamos mais um pouco… e mais um pouco e mais um pouco. Realmente sentimos o clima patagônico de calafate nesse dia.
À noite comemos e bebemos num dos lugares mais legais da cidade, o bar La Zorra. Várias cervejas ótimas e porções saborosas. Para beber e dar aquela relaxada. Para arrematar, mais um belo sorvete do Tito.
No final do dia chegamos a 23 mil passos. Um verdadeiro equilíbrio da ingesta e gasto calórico, devo dizer.







Dia 6: Andança matinal, Glaciarium, Cordeiro Patagônico
Acordamos um pouco mais tarde e ficamos sem media luna.
Passeamos um pouco pela manhã e depois fomos em direção ao lugar em que supostamente o transfer sairia rumo ao Glaciarium. Eu estava errado e tivemos que ir para o outro lado da cidade. Nada que uma verdadeira marcha atlética não resolvesse. Depois de uns 30 minutos chegamos ao lugar correto, mas não tinha problema. O transfer saía a cada hora e a fila é pequena.
O Glaciarium é tipo um museu informativo sobre o glaciar. Dá para aprender bastante coisa sobre a patagônia, com destaque para um video intenso e até poético sobre o Perito Moreno.
A região em que fica o Glaciarium é bem bonita, mais distante no lago argentino, proporcionando um belo visual. Graças ao transfer incluído no valor do ingresso é um passeio que vale a pena.
Dessa vez no jantar finalmente decidimos experimentar o cordeiro patagônico e, olha, não foi aquelas coisas não. Mas é uma das comidas típicas da cidade e vale conhecer.




CURIOSIDADES PATAGÔNICAS
- Os doguinhas são amigáveis com as pessoas, mas querem destruir os carros que passam próximos a eles.
- Os gansos de magalhães sempre andam em dupla, a fêmea na frente e o macho atrás.
- A ave curicaca também anda em dupla e diz a lenda que gosta de evacuar na cabeça dos turistas. Nós escapamos dessa.
- Tem várias casas tipo chalé e sem muro na cidade. Aparentemente, tudo é bem seguro
- Os cachorros gostam de correr no humedal do lago argentino.
- Dá para fazer praticamente tudo a pé
- As carnes são de muita qualidade.
- Vimos bem poucas bicicletas por lá.
- Espalhadas pela cidade tem algumas pichações com uma pegada revolucionária e poética.

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