Trilha sonora: 107 Faunos – Pico 3
Dia 1: Chegando de noite durante um jogo do Boca Juniors na cidade
Chegamos em Mendoza à noite em um dia de jogo do Boca Juniors na cidade, então ela estava bem movimentada.
Deixamos nossas bagagens no hotel (Condor Suites Apart Hotel) e caminhamos até uma rua cheia de bares e restaurantes. Ali comemos uma tortilla em um restaurante mexicano. Era boa.
Andamos um pouco por essa rua para ver outros lugares interessantes para os próximos outros dias. As opções não eram poucas!

Dia 2: Conhecendo as praças, Café na rua, Bus Vitivinicola
Esse foi um dia tipicamente mendoncino. Conhecemos as praças Chile, San Martin, Italia e Espanha. Destaque para a Plaza España com seus mosaicos e fontes.
A pé seguimos até a Plaza Independência, que é onde tem o letreiro da cidade e é o local que se inicia uma rua só para pedestres chamada Peatonal Sarmiento. Ali é a tradição tomar café e beber em mesas externas. O povo fica bebendo, fumando e conversando por um bom tempo.
Seguimos a tradição e fizemos um lanche por lá.
Já estava na hora do passeio com o Bus Vitivinicola. Chegamos no lugar marcado e aguardamos um pouquinho. Por um momento até achei que tinha errado de lugar, mas é que o ônibus atrasou alguns minutos.
O busão leva até as vinicolas de Mendoza e cada dia ele vai para uma região diferente. Você pode escolher se quer um passeio de meio período ou de dia inteiro.
Escolhemos o passeio da tarde e nesse dia o ônibus nos levou até as bodegas Finca Decero e Cruzat, ambas na região de Lujan de Cuyo.
A Finca Decero era realmente espetacular na sua estrutura e visual. Cada canto proporcionava um belo enquadramento para fotos. E o mais importante: os vinhos eram de qualidade!
A Cruzat tem como especialidade os espumantes e na segunda taça degustada já estávamos “pra lá de Nárnia”. É engraçado como umas poucas taças de vinho já conseguem deixar certos turistas brasileiros animados falando portunhol com todo mundo.
Por incrível que pareça caminhar sem pressa por uma bela cidade arborizada e passear com um busão por vinícolas acaba deixando a pessoa um tanto cansada. E com fome. Chegamos no hotel e na sequência fomos a pé até uma hamburgueria excelente chamada Bairoleto, que rapidamente entrou no rol das minhas preferidas de sempre.









Dia 3: Parque General San Martin, Anna Bistro
O dia começou razoavelmente cedo para visitarmos o Parque General San Martin. Esse é um parque enorme, cheio de coisas para fazer nele e no seu entorno. Tem até um estádio de futebol dentro que nem chegamos a ir, pois era muito longe.
No meio do parque há um lago gigante e algumas fontes. Tem pedalinho, muitas árvores e espaços para sentar e ficar de boa na sombra.
Tem um clube particular lá dentro com piscina e umas cantorias e danças que estavam acontecendo cedo demais para o meu gosto. O povo era empolgado.
De qualquer forma, dá para ficar o dia inteiro relaxando em algum canto do parque.
Depois de algumas boas passadas saímos e bem pertinho dali fomos no Essenza Café, onde fizemos um lanche e botamos uma boa quantidade de cafeína no organismo.
Na volta passamos por algumas outras praças.
Descansamos um pouquinho e à noite fomos jantar no Anna Bistrô, certamente uma das melhores experiências gastronômicas que tivemos na viagem. E acertamos bem na harmonização com o vinho.







Dia 4: Passeio de alta montanha
O passeio de alta montanha é um dos clássicos de Mendoza e não podia ficar de fora do nosso roteiro.
Às 07:30 da manhã a van já estava na entrada do hotel. Se não me engano, fomos os primeiros a serem buscados.
A primeira parada foi a represa de Potrerillos, que rende imagens impactantes. É um espaço enorme cheio de água com a Cordilheira dos Andes ao fundo. Um belo contraste.
Passamos também pela curiosa Puente Del Inca e a região de Uspallata.
Uspallata é um vilarejo que servia como caminho pelos andes entre o Chile a Argentina. Ali a van fez uma parada onde aproveitamos para mandar um monster.
A puente del inca é uma formação rochosa que lembra uma ponte e que supostamente foi usada pelos incas. Nesse local tentaram fazer um hotel que logo foi destruído por uma avalanche. Conseguimos ver apenas os resquícios dele.
Na sequência, o destino era o Aconcágua, o ponto mais alto do hemisfério sul e do ocidente. A van leva até uma trilha que vai até a frente do cerro, mas nesse dia o céu estava nublado e não deu para ver o pico dele. Paciência. O importante é que chegamos lá e desfrutamos de um local bonito e geograficamente importante.
Para finalizar, fomos até a loja de alfajor Entre Dos e, realmente, eles fazem esse doce como ninguém. Particularmente não sou fã de alfajores, mas esses eram de outro nível.
Já na cidade fomos na região mais central em busca de um livro. Encontramos um sebo com opções interessantes, mas um tanto quanto caras. Encontrei um livro do Garcia Marquez que tinha um preço razoavelmente justo e trouxe para casa.
Para finalizar, mais ‘una hamburguesa’ no Bairoleto. Aquilo que era hamburguer!





Dias 5, 6 e 7: Hotel de Cielo
Esses foram os dias que tiramos para aproveitar o Hotel de Cielo, um lugar espetacular localizado de frente para a cordilheira dos Andes na região de Tupungato.
O transfer até lá é um tanto demorado, muito pela estrada um pouco acidentada no final do percurso. Nada que atrapalhe a experiência.
No hotel podemos admirar a beleza da região, andar de bicicleta por toda a área e degustar vinhos com os jantares preparados com bastante cuidado. O café da manhã com a vista do Cordon del Plata também era algo de espetacular.
Os lofts são bem distantes um do outro, passando a sensação de quase isolamento. Deu para pegar as energias do lugar e descansar a mente.
Teve uma noite específica que nos empolgamos ao experimentar certos destilados diferenciados. Papo vai, papo vem com o dono e gerente do Hotel e matamos uma garrafa de fernet, uma bebida com dezenas de ervas com um leve gosto de remédio que dá a sensação de fumar um… ou foi o que me disseram.
Lembro que começamos a interagir mais com o pessoal do hotel nessa noite quando tocou Brandon Flowers por lá. O povo tinha bom gosto! O gerente era chileno, viveu em Valparaiso e era um tanto quanto poético quando falava sobre sua terra natal.
O problema foi tomar um Pisco na sequência, aí o bicho pegou. Fiquei mais para lá do que pra cá e fomos observar as estrelas do céu andino… e acho que um puma passou perto de gente.
No dia seguinte foi o tempo para recuperar as energias e aproveitar o final da estadia.












Dias 8 e 9: Partindo da Argentina
Estávamos iniciando o transfer para Mendoza e, na rua fora do hotel, vimos uma moto se aproximando pedindo para a gente parar. Logo percebemos que era o gerente do hotel. Ele estava trazendo o celular da Flávia. É que ela tinha esquecido dentro do quarto. Os caras eram gente boa demais!
Antes de retornar para o Brasil ficamos mais um dia em Mendoza, mas numa região diferente. Pegamos um Ibis e passamos um dia por ali, onde tinha um shopping e um lugar com vários restaurantes, tipo uma cadori menor. Jantamos num lugar chamado Pan & Vino, bem bom.
Inclusive, foi por ali onde tomamos café no dia seguinte, nos preparando para o voo que levaria até Buenos Aires, última parada andes do retorno.
Nos demos mal na chegada em Buenos Aires. O táxi deixou a gente em um Ibis errado no meio da avenida corrientes. Tivemos que andar por algumas quadras carregando as malas, bem turista perdido no meio da megalópole. E a cidade estava agitada naquele sábado à noite, hein? Estava rolando um show do Guns ‘n Roses no estádio do River Plate e também a estreia do filme Argentina 1985, passamos até por um cinema de rua lotado no caminho.
Enfim chegamos no hotel e capotamos.
A ideia era pela manhã dar uma passada em Puerto Madero, mas achamos melhor tomar café e logo ir para o aeroporto para não correr riscos de atrasar. Tudo estava muito agitado por lá, até o ubere demorou um pouco.
Chegamos no aeroporto a tempo e aí foi só esperar o voo para nossa querida Curitiba.
DETALHES DE MENDOZA
- A quantidade de árvores pelas ruas é enorme. Tem dias que dá para sentir o pólen socando nossa cara com violência e levando ao um inevitável quadro de rinite. Suerte.
- O povo adora tomar café em mesas na rua.
- Tem vários pequenos canais pelas ruas de Mendoza, cuja água vem do degelo dos andes e possibilita tantas árvores em uma região árida.
- O povo fuma bastante por lá.
- Os mendoncinos falam com orgulho da cidade.
- Estava chovendo bem pouco na época, inclusive a cidade estava em emergência hidríca.
- O visual dos Andes a partir de certos pontos da cidade é um espetáculo.


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