Trilha sonora: Bad Bunny (ft. The Marias) – Otro Atardecer
Um Caminho um tanto Adverso
- Os dias que antecederam a nossa ida a República Dominicana nos proporcionaram doses consideráveis de stress, ansiedade e ódio. Tudo começou com um bizarro golpe que tomei dentro do aplicativo booking. Perdi uma grana poucos dias antes de viajar e tentei reverter essa situação o quanto antes, sem sucesso. Os Piratas do Caribe não tiveram dó de um inocente viajante brasileiro.
- Para adicionar um pouco mais de angústia aos nossos corações, um dia antes da viagem surgiu um indicativo de greve dos funcionários do aeroporto de guarulhos. E na manhã da viagem eles realmente entraram em greve, cancelando e atrasando diversos voos. Recebi um e-mail da LATAM informando que meu voo estava confirmado, porém que o destino seria Congonhas na primeira conexão. Então, chegamos em São Paulo e fomos direto pegar um taxi para Guarulhos. 219 reais e ainda sem certeza se o voo para Lima estava realmente confirmado. No final das contas foi confirmado, mas a aflição durou um bom tempo.
- Durante a conexão em Lima degustamos uma nostálgica e brilhosa inca kola, o melhor líquido com sabor tutti-frutti que existe. Chegamos no aeroporto de Punta Cana no meio da tarde e recebemos um verdadeiro golpe de calor. Ali não tinha ar condicionado, mas era um ambiente simpático. Quem não foi muito simpática foi a mulher da migração que queria ver a minha passagem de volta e quase deu ruim porque minha internet não estava funcionando. A demora para conseguirmos passar as malas no raio x também não foi muito agradável, mas menos de 1 hora depois estávamos num carrinho de golfe sendo conduzidos para nosso quarto no Live Aqua Resort. Ufa!


Aproveitando o Live Aqua Beach Resort
- Já na nossa primeira tarde no resort pudemos ter uma ideia de tudo o que ele proporcionava. Deixamos nossas bagagens no quarto e fomos dar uma espiada no mar. Ali naquela região de Punta Cana o mar é na realidade o oceano atlântico e não o caribe caribe, mas a água já tem um tom azul esverdeado mais claro.
- Preferimos passar o final da tarde na área da piscina. Eram 5 piscinas no total, sendo uma maior e mais central e as outras 4 um pouco menores e mais reservadas. Ficamos um bom tempo praticamente sozinhos em uma delas apenas degustando mojitos e admirando um belíssimo por do sol. O relaxamento veio!
- Ao longo da nossa estadia no Live Aqua alternamos entre ficar na praia admirando o mar e ficar na área das piscinas. Decisões sempre difíceis. Teve um momento que o mar estava basicamente perfeito em relação a ondas e temperatura e deu para dizer que foi um dos melhores banhos de mar que já tivemos.
- Em alguns dos dias caminhamos pela areia da praia durante o por do sol e fomos brindados com belas vistas. Foi numa dessas andanças que testemunhamos um casamento sendo realizado em um hotel vizinho. Areia, calor e roupa social? Não, obrigado!
- O resort tinha vários restaurantes, cada um com um certo tema: italiano, mexicano, asiático, francês e americano. O mexicano era fraquinho e o italiano dava para o gasto. No fim, o bar americano/sport se revelou uma surpresa, com uma pizza e petiscos de boa qualidade. E ali também tinha uma mesa de sinuca onde pude mostrar minha notória falta de habilidade nesse esporte.
- O bar da piscina também foi um achado. Ali eles serviam um hamburguer realmente bom e era um lugar interessante para ficar tomando umas cervejas e drinks. Detalhe para o simpático barman que possuía como a principal referência do brasil o pastor Edir Macedo e sua água milagrosa que faz os fiéis pararem de sofrer.
- Teve um período de um dia que choveu e aí a melhor opção foi ficar na jacuzzi que tinha na sacada. Nada mal.
- E o café da manhã era farto e com opções de qualidade, mas não era nada maravilhoso. Sei que foquei nas panquecas e frutas para começar o dia com energia. O café propriamente dito era razoável e esfriava rápido.
- Apesar de não termos compromisso algum os dias passaram rápido no Live Aqua e quando menos esperávamos já tinhamos que ir embora. Ainda bem que eles deixaram fazer um check-out mais tarde e pudemos aproveitar mais a piscina.














Pequena odisseia até a Isla Saona
- Decidimos economizar uma graninha no dia de ir para a Isla Saona. Pensamos que não faria sentido gastar com uma diária do resort já que passaríamos todo um dia fora. Pensamos errado. É que essa mudança não valeu a pena em nenhum sentido. Primeiro, o transporte do resort até esse hotel mais central era caro. Caro mesmo! E aí o hotel era bem simplão, numa região tumultuada e sem nenhum lugar para comer exceto o restaurante do hotel que servia sushi inflacionado ao som de um merengue estourando as jbl. Sinistro.
- Mas tenho que ser justo, o hotel Costa Love não era tão ruim assim. É que saímos de um lugar que oferecia tudo o que precisávamos e mais. O choque de realidade foi enorme, mas ele tinha o básico e nos permitiu duas razoáveis noites de sono.
- Acordamos bem cedo para o passeio rumo a Isla Saona. Uma van nos pegou no hotel e foi pegar mais um casal em outro hotel. Na sequência, todas as vans se juntaram no meio da estrada e fomos deslocados para um busão. Esse busão nos levou até uma praia de pescadores e de lá a lancha saiu rumo a Saona. Ufa.
- Pelo caminho, uma parada em um piscinão verde em meio ao mar que rende boas fotos e o primeiro abastecimento com rum e coca. Decidimos nos manter sóbrios, sabiamente.
- A ilha tem o mar mais bonito que vimos em Punta Cana, isso é inegável. Lá é o mar do caribe mesmo, bem clarinho e límpido, de um azul esverdeado de deixar nossos olhos brilhando. O lugar é mais pro rústico. Tem umas cadeiras para sentar e logo surge um povo querendo vender charuto e umas mulheres oferecendo massagem. Praticamente não tem sombra por ali, então o melhor é ficar no mar. Ah sim, rola um almoço antes, daqueles bem servidos mas sem nada de especial.
- A volta é brutal. Uma catamarã dividida em dois: de um lado os turistas tranquilos querendo voltar para os hotéis e do outro o povo dançante exalando álcool. E com um som altíssimo, daqueles de ultrapassar qualquer nível seguro de decibeis e de fazer a cabeça latejar. E isso segue por praticamente duas horas. Teve um momento que senti uma enorme saudade do hotel Costa Love que tanto critiquei. Quando vi a praia minha felicidade foi enorme, simplesmente não dava para aguentar mais tanto barulho. Perrengue!
- Valeu a pena? Olha, se você vai até Punta Cana com mais de 5 dias vale a pena ir até a ilha. É importante saber do perreguinho e ir preparado. Agora, o mais importante é não sair do resort. A diferença na grana não é tanta considerando os gastos com o transporte para o hotel mais simples e a comida. E terminar o passeio da ilha sabendo que tem um resort com todo o conforto te esperando faz a mini odisseia ser mais fácil de encarar.



Voltando para o lar
- Talvez a única vantagem de ficar no Hotel Costa Love era a proximidade dele com o aeroporto. Em poucos minutos e não gastando tanto logo estávamos no aeroporto de Punta Cana. Para virar, chegamos um tanto cedo (culpa minha) e um chá de banco nos aguardava.
- Estávamos com bastante fome e descobrimos que no aeroporto tinha Wendy’s e Cinnabon, aquela que o Saul trabalhava em Better Call Saul. O Wendy’s é basicamente do nível do McDonalds e o Cinnabon é bom, apesar de ser um tanto enjoativo. O ideal é pegar um pedaço menor. De qualquer forma, valeu pela curiosidade.
- Ultimamente ando experimentando vários refrigerantes diferentes nos aeroportos e dessa vez degustei um Dr. Pepper e um Mountain Dew, o refrigerante que a Lana Del Rey até dedicou uma música. E não que é bom? Tomamos esse no aeroporto de Lima.
- Todos os voos foram tranquilos, exceto a última escala São Paulo – Curitiba. Primeiro que demorou um monte para decolar e depois pegamos um tempo realmente ruim com uma turbulência complicada. Fiquei até enjoado depois.
- Apesar do cansaço… a fome era grande quando chegamos na terrinha. A opção? Mandar ver na gloriosa Napolitana, encerrando a viagem com chave de ouro.



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