Trilha sonora: Bestia Bebe – Lo quiero mucho a este muchacho
A ida
- Antes de escrever sobre a viagem propriamente dita vale fazer breves comentários sobre alguns entraves pelo caminho até a capital do Chile.
- Tudo começou com esse quem vos escreve esquecendo o celular no próprio carro quando já estávamos na van do estacionamento indo para o aeroporto. Dos males, o menor. Rapidamente o motorista fez o retorno e recuperei meu espertofone sem perder muito tempo.
- Para passar na migração um pequeno problema: exigiram que líquidos estivessem numa sacola plástica transparente. Não me lembro de terem pedido isso antes no Afonso Pena, mas de qualquer forma a Flávia foi comprar um plástico no próprio aeroporto enquanto eu separava o que tinha de líquido. Chato, mas resolvido sem maiores problemas.
- A Latam chamou os passageiros do grupo 4 para despachar a mala de mão de graça e foi aí que descobri que a nossa era fora do padrão. Pelo menos eles foram gente boa e não cobraram para despachar. Ufa.
- E o pior foi em Santiago. A migração lá estava extremamente demorada. Foi quase duas horas de pé para poder de fato entrar no país. Nunca vou me esquecer do tiozão chato que estava na minha frente na fila. O maluco arrastava sua mala quebrada quando a fila andava e isso fazia um barulhão dos infernos. Era só levantar a porcaria da mala do chão hahah
- Mas ao chegar no nosso Hotel Ismael ao lado do Parque Forestal já começamos a esquecer esses mini-perrengues e entrar no clima andino.
Dia 1: Ratio, Plaza de Armas, La Vinoteca, Luna Bar, Bestia Bebé
- Mesmo após o nutritivo desayuno do hotel as andanças pelo centro de Santiago pediam mais uma dose extra de cafeína. Fomos de Ratio Café, um lugar que oferece inúmeras opções de cafés de qualidade de vários países. Lugarzinho especial para os amantes dos frutos da coffea arabica.
- A região central de Santiago é bem agradável, mesmo quando vai ficando mais cheia. Tem várias construções interessantes que merecem uma foto e um momento para contemplação.
- Depois de comprar alguns pesos fomos até a praça onde fica o La Moneda. Ali ao lado há uma estátua de Salvador Allende, uma justa homenagem.
- Caminhamos um pouco pela Calle Bandera, uma rua que possui diversos detalhes artísticos por boa parte de sua extensão. Vale a conferida.
- Na Plaza de Armas a Catedral se destaca totalmente. Tanto o seu exterior como o seu interior são impressionantes. Transitar por suas naves transmite uma sensação etérea, mesmo para quem não é religioso.
- Na própria praça visitamos o Museu Histórico Nacional, um lugar que nunca havíamos entrado antes. Para quem quer saber mais sobre a História do Chile chega a ser essencial. Dá para aprender bastante ali. E a entrada é de graça.
- Já estava na hora do almoço e o nosso destino era La Vinoteca. Esse lugar é o paraíso para os enófilos de plantão. São muitas opções de vinho de qualidade e organizados por uva, o que facilita bastante encontrar o que queremos. Antigamente, La Vinoteca era “apenas” um loja para se comprar vinho, mas depois de alguns anos virou também um restaurante. A comida é boa, mas o destaque são as taças de vinhos indicadas para harmonizar bem com os pratos. Foi aí que conhecemos o fantástico rosé da vinícola Vik, considerada uma das melhores do Chile.
- Para dar continuidade ao tour etílico rumamos ao Luna Bar. É sempre bom beber algo tendo como cenário a cordilheira dos andes e dessa vez com um pouco de neve. Só é um tanto irritante ver como a maior parte dos clientes do local beira o insuportável.
- Antes de ir para o show precisávamos repor as energias e optamos pela hamburgueria Jose Ramon, onde obviamente tomei mais uma cerveja.
- O Rojas Magallanes é um espaço cultural longínquo, mas é relativamente fácil de ir graças ao metro. Aliás, para chegar lá você precisa ir até o fim de uma linha e aí pegar outro trem e parar na próxima estação.
- O relato completo do show do Bestia Bebé tá aqui. Mas digo que foi um puta show e me deixou ainda mais empolgado com essa banda.














Número de passos: 14.405
Dia 2: Viña del Mar, Valparaiso, Patio Bella Vista
- Para ir até Viña e Valparaíso a partir Santiago é fácil: basta ir de metrô até a estação Universidad de Santiago e lá entrar no terminal e comprar a passagem de ônibus. Nos já usamos a Turbus e a Pullman, ambas muito boas.
- A estrada até Viña é bem conservada e oferece bonitos cenários. Não chega a dar 2 horas de viagem e é bem agradável.
- Em Viña fomos até o Museo Fonck para ver um moai autêntico sem ter que ir para a Ilha de Páscoa. Demos aquela passada rápida no Reloj de Flores e fizemos uma caminhada com o oceano pacífico ao nosso lado em direção a estação de trem. Pena que não vimos nenhum leão marinho dessa vez.
- Chegamos em Valpo com fome e procuramos um restaurante que havia lido boas recomendações. E apesar de simplão a comida estava boa e era bem servida. Era o Porto Di Vino. Destaque para o felino abusado e com apetite que nos acompanhou.
- Valparaíso é uma cidade diferente e encantadora. Gostamos de subir os cerros para apreciar as vistas do porto e do mar e, claro, de explorar a arte de rua. São grafites uns mais criativos que os outros, alguns com críticas sociais e outros para serem admirados simplesmente por sua beleza. Esse é o paraíso da arte de rua.
- Dá para passar dois dias na cidade subindo os cerros mais turísticos para ver o maior número possível de obras. Aliás, acho que vale a pena fazer parte de um passeio guiado num dia e no outro revistar aqueles lugares que você mais gostou.
- A energia dessa cidade é muito boa, ainda mais em um dia ensolarado e não muito quente. Particularmente ficaria horas andando e descobrindo novos espaços.
- Voltamos andando até o terminal da cidade e essa parte baixa da cidade não tem muita coisa de especial.
- Para fechar, ao voltarmos para Santiago mandamos um hamburguer responsa do Bombo Burger no Patio Bellavista.













Número de passos: 19.579
Dia 3: Cerro Santa Lúcia
- A manhã era livre e aproveitamos para subir o Cerro Santa Lucia, claro que depois de eu ter que lidar com um peristaltismo insuficiente haha. O Cerro estava bem tranquilo e deu tempo de ir nos seus lugares principais.
- Ao contrário da ida, a volta foi tranquila e pacífica. E Santiago está cada vez mais marcada nos nossos corações.

Número de passos: 8.089



Deixe um comentário