Trilha sonora: Los Planetas – Un Buen Dia
Dia 1: Trem, Shopping Nervion, Museu de Bellas Artes, Setas, Pôr do Sol no Guadalquivir, Plaza da España
- Nada como a pontualidade dos trens bala, não é mesmo? Como é prático o deslocamento entre as cidades europeias. E o trem tinha wi-fi e tomada em cada assento. Nos despedimos da fantástica Madrid e partimos rumo a Andaluzia!
- Chegamos em Sevilla e já pudemos sentir que lá o calor é mais intenso. Mais de 30 graus e pouco vento. Ainda não dava para fazer o check-in no hotel, então deixamos as malas e decidimos ir andando até um shopping próximo para almoçar. Não foi a melhor das ideias, afinal eu estava de calça jeans, o sol estava a pino e o shopping não era tão perto assim.
- Mas a gente treina (eu tênis às vezes no calor de 30 graus e a Flávia muay thai em uma sala abafada) para momentos como esses. Após alguns milhares de passos entramos no Nervion Plaza, um shopping não tão grande, mas confortável e com boas opções para lanches. E claro, um belo Starbucks logo na entrada.
- Exatamente ao lado do shopping fica o estádio do Sevilla e demos uma olhada pelo lado de fora. Antes de voltarmos ao hotel resolvi comprar um tênis que fosse um pouco mais amigável com o meu pé durante nossas andanças. Devo dizer que as coisas melhoraram para mim com um fila nos pés em vez de um vans.
- Tivemos uma amostra do calor intenso de Sevilla e enquanto nos refrescávamos no ar condicionado do hotel optamos por ir até o Museu de Bellas Artes de UBER.
- Esse é um museu não muito grande, mas com uma boa quantidade de obras relevantes. Destaque para os espanhóis Zurbaran, Velazquez e Murillo. O barroco é a tendência por lá.
- Saindo do museu fomos espiar as Setas de Sevilla por fora e nos impressionamos com o tamanho dessa estrutura de madeira no meio da cidade. Resolvemos sentar em um restaurante e experimentar a sangria. Na sequência, o calor já estava mais tolerável e andamos até o rio Guadalquivir e a Torre del Oro. Apesar do grande movimento por ali encontramos um lugarzinho próximo a beira do rio para apreciar um por do sol de um laranja exuberante.
- Não é fácil encontrar um bom lugar para comer sem reserva na Espanha, mas conseguimos sentar no lado de fora em um restaurante italiano que tinha um macarrão saboroso. Tinha anchova, alcaparras e azeitona preta, mas eu gostei haha (paladar adulto que fala?).
- Se tem uma cidade que combina com jantares em mesas do lado de fora essa se chama Sevilla, ainda mais quando vem uma refrescante brisa em nossa cara (o que não era tão comum hehe). Mas lá tem um clima diferente, uma energia boa. Nesse momento acho que finalmente senti que estava de férias de fato e de que nosso objetivo primordial era relaxar.
- E aí veio a cereja do bolo. Estava cedo para encerrarmos o dia e decidimos ir até a Plaza da Espanã, um lugar que te conquista na primeira olhadela. Ela é enorme e possui diversos detalhes que merecem ser contemplados por um bom tempo, mesmo à noite. Chama a atenção os azulejos com desenhos que representam todas as regiões da Espanha, o lago artificial, as torres e o edifício principal, as pequenas mas estéticas pontes e a possibilidade de observar tudo de diversos ângulos e altura. Claro que não perdi a oportunidade de encontrar exatamente o lugar onde uma cena de Star Wars – O Ataque dos Clones foi filmada.










Passos: 21.133
Dia 2: Café, Plaza da España, Pelo Centro, Buscando o por do Sol, Hamburguesas
- Estávamos cansados dos últimos dias um tanto intensos e resolvemos pegar mais leve nas andanças e atividades. Não acordamos tão cedo e fomos comer no Jester Coffee and Juices, lugarzinho pequeno, descolado e com uma pegada vegetariana. Lembro de ter pego um tipo de iogurte com frutas que era maior do que meu apetite, o que não é comum.
- Começamos o itinerário na fantástica Plaza de España para podermos vê-la iluminada pela luz do sol e a experiência foi incrível. Pudemos contemplar belos detalhes que passaram despercebidos na noite anterior. Só reforçou nosso sentimento de que esse é um dos lugares mais espetaculares que já visitamos.
- Pegamos a praça com um movimento tranquilo, mas que foi aumentando bastante. Espalhados pela praça ficam vários artistas tocando música e torcendo para os turistas colaborarem com alguns euros.
- Mas na praça também tem uns golpistas, como uma mulher que tentou abordar a Flávia para vender uma suposta planta milagrosa. Já sabíamos dessa malandragem e passamos reto. A mulher foi até incisiva ao tentar chamar a nossa atenção: “Ei, morena!!!”. Não adiantou de nada, seguimos o nosso rumo sem cair nessa maracutaia.
- Almoçamos em um restaurante simples e bom que ficava próximo ao hotel chamado El Perro Canalla. Lá experimentamos o solomillo de cerdo, que seria basicamente o lombo do porco. Estava saboroso, mas pelo o que me lembro a quantidade não era das mais generosas.
- À tarde enfrentamos o calor e andamos por vários dos pontos turísticos mais importantes da parte histórica. Passamos pelo parque Maria Luisa, espiamos o Alcazar e ficamos um tempo admirando a Catedral de Sevilla com seu estilo gótico e a enorme torre chamada La Giralda, com seus 94 metros. Queríamos visitar o Archivo General de Indias, mas estava fechado.
- Mas o que não estava fechado e basicamente nos implorava por mais uma visita era o Starbucks da região. Ar condicionado, café gelado saboroso e banheiro de graça? Inclua-me nessa!
- Enquanto degustávamos nosso café refletimos sobre onde ver o pôr do sol. Se o espetáculo foi grandioso na região do rio Guadalquivir era de se imaginar que vê-lo da Plaza de España seria uma opção incrível. Fomos até lá novamente e aguardamos o astro rei ir embora. Mas o fato é que ali o por do sol não acabou sendo grande coisa. Pena.
- Para jantar tentamos ir em uma pizzaria bem recomendada próxima ao hotel, sem sucesso. Claro que estava tudo lotado e eu não havia feito reserva. Demos mais algumas centenas de passos na quente mas contagiante noite sevilliana e encontramos uma hamburgueria chamada Xpecado. Estava cheia, mas havia lugares disponíveis. Era tudo bem organizado, só demorou porque a demanda estava grande mesmo. E a espera valeu a pena: um smash burguer suculento (mas sem ficar pingando gordura), extremamente saboroso e com um tamanho ideal. Um dos melhores hamburgueres que já comi, certeza.








Passos: 23.699
Dia 3: Alcazar de Sevilla, Triana?, Setas
- Pra variar acordei um tanto cedo e para não atrapalhar (mais) o sono reparador de la reina fley fui de fininho ao restaurante do hotel pegar um café. Dei um tempo no lobby lendo e aguardando um horário decente para se acordar alguém de férias.
- Novamente comemos no Jester, que era bom mas um pouco caro, convenhamos. Bem… o que não é caro em euros, não é mesmo? E foi curioso um funcionário do local se empolgar com o meu nome e dizer: “no te metas con Bruno!!!”. Pesquisei e parece que é de uma cena de um desenho da disney haha
- Nessa manhã nos programamos para visitar o Alcazar, geralmente o lugar mais recomendado de Sevilla.
- Havia uma fila não muito grande de pessoas esperando dar o horário certo para a visita. Por sorte não estava tão quente ainda e tinha uma sombrinha. Pensamos que deve ser algo brutal ficar ali no sol do meio dia parado para poder entrar.
- Nossa visita durou cerca de 2 horas. O Alcazar é realmente imenso e possui vários espaços diferentes para serem admirados. Se perder ali dentro é fácil e às vezes encontrar um lugar específico que você queira ver pode ser complicado, exigindo idas e vindas e várias olhadelas no mapa.
- O Real Alcazar de Sevilla começou a ser construído no século X e é famoso por possuir diversos estilos arquitetônicos: há elementos islâmicos, mudejáres, renascentistas e barrocos. São inúmeros pátios, jardins e enormes salões.
- Desde 1987 é considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e, como curiosidade, já foi cenário de diversos filmes e seriados. Alguns episódios da 5 temporada de Game of Thrones foram filmados dentro dele.
- Fizemos uma reserva no restaurante Bar Sal Gorda, que era confortável e tinha muitos detalhes elaborados. E o principal: a comida era bem boa. Comi ali um cono de atum excelente, mas pequeno.
- Cogitamos atravessar o rio e ir até Triana, mas o calor estava desumano. Falando em desumano, encontramos por acaso a arena de tourada da cidade e pelo jeito tava rolando um evento por lá. Tô fora!
- Ficamos do lado de cá do rio em uma sombra tomando água e esperando o nosso horário para visitar as Setas de Sevilla.
- As Setas (ou Metropol Parasol) são enormes estruturas de madeira no meio da cidade cujo formato se assemelha a cogumelos (se forçamos a imaginação…). Antes de passearmos nas Setas vimos um videozinho promocional com belas cenas da cidade.
- Andar pelas Setas no horário do pôr do sol renda belas imagens de Sevilla. Às vezes é difícil encontrar um espaço em meio a horda de turistas ansiosos por fotos, mas o esforço compensa.
- Quando escurece tem tipo um show de luzes ao longo da estrutura, garantindo mais momentos de uma curiosa beleza.
- Pena que ali já havia um clima de despedida da maravilhosa Sevilla… uma cidade incrível. Confesso que não lembro onde jantamos aquele dia e nem anotei nada no meu caderno que não falha. Bom, dessa vez falhou. 🙂










Passos: 24.732



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