Trilha sonora do post: Carolina Durante – Verdes, Cesped
Dia 1: Longa jornada pelos trilhos, Bairro Gótico, Barceloneta, Sagradas Tapas
- A viagem de trem entre Sevilla e Barcelona é um tanto longa, mas não achei tão cansativa. O que atrapalhou na primeira metade do caminho foi um povinho chato rindo e conversando alto. Nem o fone com cancelamento de ruído resolveu. A solução foi mudar de vagão. Fomos para o vagão vizinho e demos sorte: estava uma tranquilidade total. A partir daí a viagem fluiu bem melhor.
- Chegamos esfomeados na movimentadíssima estação de Barcelona. Apesar de estar bem cheio fomos comer um lanche no McDonald’s. Conseguimos um lugar até que rápido e o pedido também foi agilizado. Essa foi uma bem-vinda confort food.
- Depois de quase regurgitar o big mac graças a direção agressiva de um taxista fizemos check-in no hotel e fomos conhecer o famoso bairro Gótico. Ele é cheio de construções antigas, ruelas bem estreitas e muitos turistas.
- Andando chegamos até a Barceloneta, a praia de Barcelona feita pelo homem. O caminho é bem agradável, apesar de estar cheio de gente e de pombos dando rasantes em nossas cabeças próximo ao porto. O mar não chama a atenção, mas a região tem uma beleza diferente que vale a pena conferir.
- À noite jantamos no Sagradas Tapas, um dos destaques gastronômicos de toda a viagem. O atendimento é naquele ritmo peculiar de Barcelona, mas a comida é diferenciada. Pedimos brie rebosado, fideua e camarão e todos estavam ótimos. Pra fechar, a fantástica crema catalaña de sobremesa. Esse restaurante mereceu um 9/10.
- Antes de voltar ao hotel demos um pulo na Sagrada Familia e nos impressionamos com tamanha imponência. Um espetáculo visual como poucos.











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Dia 2: Parc Guell, Casa Milá, Casa Batlló
- O café da manhã não poderia ser melhor: do lado do hotel, não tão caro e com muita coisa boa. Fui de bocadillos com molho de tomate, suco de laranja e mandei um maravilhoso croissaint de pistache para complementar.
- Caminhamos até o Parc Guell sem muita dificuldade, apesar de haver uma subidinha razoável próxima ao parque. Como de costume, reservamos o primeiro horário e havia uma pequena e organizada fila.
- O Parc Guell é um dos cartões postais de Barcelona e uma das grandes obras de Gaudi. Esse local foi construído inicialmente para ser um condomínio, mas não vingou e com o tempo se transformou em um verdadeiro museu a céu aberto.
- Vários espaços no Parc Guell impressionam pela criatividade, ousadia e inteligência de Gaudi. Conseguimos entrar rapidinho e tiramos algumas fotos sem outros turistas à nossa volta. Depois foi uma pequena disputa para encontrar um lugar para sentar naquele enorme banco com mosaicos característicos. Essa área talvez seja a mais clássica do parque, com sua estética diferenciada e por oferecer uma vista privilegiada da cidade. Na saída até cogitamos tirar uma foto com a famosa salamandra, mas o tumulto era grande demais.
- Voltamos para o hotel honrar a tradição da siesta (que em Barcelona acho que não é tão seguida atualmente). Deu para dar uma boa descansada.
- O tempo estava virando e parecia que iria chover. Fomos em busca de duas das mais conhecidas casas planejadas por Gaudi: Batllo e Mila. Elas não ficam muito longe uma da outra e pudemos observar suas peculiares fachadas que representam o modernismo catalão. Acho que preferi a casa Milá, também conhecida como La Pedrera. Refletimos sobre entrar ou não nelas – considerando o salgado preço em Euro – e decidimos admirar pelo lado de fora e ver vídeos no Youtube de quem entrou nelas. O bolso agradeceu!
- Novamente a janta foi no Sagradas Tapas e não teve erro!





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Dia 3: Sagrada Família, La Boqueria, Barceloneta, Parc de La Ciutadella
- A manhã foi dedicada a Sagrada Família, a obra-prima de Gaudi. Eu que não sou religioso me impressionei com cada detalhe e cada ideia transmitida nessa monumental igreja. De um lado uma fachada representa o nascimento de cristo e do outro a paixão, o que faz dela um enorme símbolo de toda uma religião. Essa é uma visita em que o audioguia é imprescindível para nossa imersão e aprendizado.
- As torres da Sagrada Famíla são altas, mas não maiores que o ponto mais alto de Barcelona: o pico de Montjuic. Isso se deu justamente porque Gaudi não queria que a obra do homem ultrapassasse a da natureza. Aliás, é incrível como ele se inspirou na natureza para criar. O espaço chamado bosque dentro da igreja é um exemplo disso, com as torres se abrindo como galhos de árvores e dando vida a corredores que transmitem paz e tranquilidade. Gaudi dedicou anos da sua existência para a Sagrada Família e deixou instruções para ela ser finalizada. E como não podia deixar de ser, escolheu ser enterrado lá mesmo. Eu diria que tudo envolvendo ela é mágico.
- Se comer no mercado de Madrid era impossível pela absurda quantidade de turistas, o la boqueria tinha um movimento mais normal. Escolhemos um restaurante, sentamos e fomos degustando cavas, cervejas e tapas sem pressa. Fui corajoso e experimentei uma anchova que é considerada a melhor da região. Pra mim, segue tendo um sabor difícil haha
- Nos deslocamos até a barceloneta para mais cavas em frente ao mar, um programa apropriado para uma ida a Barcelona no final do verão.
- E o Parc da Ciutadella não é grande coisa, ainda mais se comparamos ele com o Parque del retiro em Madrid. Ele estava com algumas partes em reforma e outras pareciam não ser tão bem cuidadas assim. De qualquer forma, havia um lago artificial bonito com uma escultura elegante que mereceu umas fotos.
- Dessa vez fomos jantar em um restaurante de massas que não estava nada mal.









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Dia 4: Montjuic, Museu Nacional de Arte da Catalunha, Castelo, Estádio Olímpico, Porto
- Montjuic é uma região afastada, mas que com o metrô dá para chegar até que rápido. Uns 40 minutos?
- O primeiro lugar que fomos lá foi o Shopping Arenas de Barcelona, que antigamente era uma arena de touradas. Bem melhor agora, não é mesmo? O shopping é muito bacana. Ele tem o formato de arena, uma fnac (saudosa para nós brasileiros), vários lugares para comer, 3 ou 4 andares no total, com um terraço que podemos caminhar livremente dando uma volta completa por ele observando Barcelona. De lá dá até para ver o Tibidabo (quem viu Friends não esquece desse nome).
- Tomamos um café e demos uma olhada na FNAC. Ali vi um vinil do Arde Bogotá que estava pedindo para ser comprado, mas me segurei. Nem vitrola eu tenho, ora… mas essa ideia ficou na minha mente.
- A praça da Espanya e o começo da área do Museu Nacional de Arte da Catalunha estavam em reforma, então umas fontes que tem por lá estavam desligadas. Pena.
- O caminho do shopping até o museu é tranquilo e bonito. Inclusive, vimos o lugar onde em algumas horas começaria a october fest de Barcelona. Rumo ao museu são alguns degraus e a oportunidade de observar a região de ângulos mais privilegiados.
- O museu também era bem interessante, principalmente pela forma que foi dividido em escolas artísticas. Tinha a românica, a gótica, barroco… mas na realidade eu já estava um pouco saturado de tanta arte haha
- Comemos no museu, saimos e decidimos literalmente subir o monte. É que lá em cima tem um forte e no meio tem algumas construções que foram feitas para as olímpiadas de 1992, como o estádio de futebol.
- Chegamos no estádio olímpico e ele era bem acolhedor, com lugares que garantem uma boa visão do campo. Curiosamente, nessa época que visitamos o Barcelona estava jogando ali, já que o Camp Nou estava em reforma.
- Ali perto tem tipo uma calçada da fama e lá encontrei as marcas do Nadal e do Federer, que tal?
- Mas havia mais alguns metros até o topo. Será que valia a pena pegar o teleférico? Hmm.. não estava tão quente e somos pseudo atletas. Bora subir… e fomos. Subimos, subimos e subimos. E negócio não chegava. E quando chegou o tal castelo simplesmente não valia a visita.
- O que foi legal foi contornar o castelo e ficar de frente com o Porto de barcelona, lá de cima. Caramba! Como é enorme e movimentado, com conteineres para todo o lado e cruzeiros gigantescos vindo de tudo que é canto. Ficamos um bom tempo ali observando e descansando.
- Quando estávamos descendo eu pensei: vou comprar aquele vinil! E comprei. Legal pensar que comprei o vinil de uma banda que eu gosto no país deles. E no shopping comemos em um restaurante japones muito bom.








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Dia 5: Girona
- Chegou o dia do bate e volta até Girona e lá estávamos na estação de trem de Barcelona um tanto perdidos procurando a plataforma certa. Costumo ser bom nesse tipo de coisa, mas as informações dos nossos bilhetes simplesmente não casavam com o que víamos no telão. Não havia outra opção: perguntar para os funcionários. Um senhor de cabelos grisalhos me explicou que a plataforma certa era aquela que tinha como destino final Lyon e Girona seria a primeira parada. Faz sentido, né? Mas o fato é que no nosso bilhete a rota parecia outra. De qualquer forma, confiamos no funcionário e obviamente ele estava certo. Nos aconchegamos nos nossos lugares e em menos de 1 hora já descíamos em Girona.
- Resolvemos ir cedo e o movimento ainda era pequeno. A cidade ainda estava acordando, sem muita pressa. A caminhada da estação de trem até a área turística é bem tranquila e rápida. As primeiras coisas que percebemos inicialmente foram as várias bandeiras catalãs e do time da cidade (que estava jogando a champions league naquela época) nas janelas e a paixão pelo ciclismo. Eu não sabia, mas Girona é um ponto de encontro de ciclistas por possuir inúmeras rotas em suas redondezas. Encontramos várias pessoas com suas bicicletas de milhares de euros, bem como lojas especializadas e cafés temáticos.
- Atravessámos a ponte de pedra e já demos de cara com a ponte dos peixeiros (feita pela mesma equipe que construiu a torre Eiffel), com o rio Onyar (que estava com um volume pequeno) e com aqueles característicos prédios coloridos. A cidade meio que já nos conquistou ali.
- Aproveitando o fluxo ainda pequeno de turistas decidimos fazer uma das coisas mais agradáveis de Girona: andar por sua histórica muralha.
- Vários mirantes pediam para darmos uma parada e observar tudo de vários ângulos. A catedral e a basílica eram as construções que mais se destacavam. Era muito bom caminhar ali sem qualquer pressa.
- Saindo da muralha fomos direto até a catedral de Girona, o ponto mais alto da cidade.
- E que tal a vista lá de baixo com a enorme escadaria e a fachada marcante? Dois episódios da sexta temporada de Game of Thrones tiveram cenas filmadas ali e é bem fácil de reconhecer. Não devem ter sido poucos os fãs do seriado que se sentiram em Westeros por um momento diante da Catedral.
- A fome começava a bater e também a necessidade de repor a cafeína. Descobrimos o espetacular Espresso Mafia Coffe, que servia cafés de qualidade e o doce típico chamado xuixo. Eu diria que tudo que é frito costuma ser bom e o xuixo não foge disso.
- Demos uma passada nos Banhos Árabes, onde também algumas cenas de GOT foram filmadas. Curioso ver como o povo rico tomava banho por lá há muito tempo.
- Comemos um hamburguer em um restaurante com temática alemã que era no máximo ok, mas tinha mesas do lado de fora para aproveitar a relaxante vibe de Girona.
- Passamos também um tempinho sentados na arborizada praça da independência, só observando o movimento.
- Mais para o meio da tarde resolvemos enfrentar a enorme fila da sorveteria rocambolesc, que é famosa por seu dono chef com estrela michelin. Olha, que decepção. O sorvete não tinha sustância e quase não tinha gosto. Uma casquinha do mcdonalds era bem melhor.
- Deu tempo para dar mais uma volta na muralha e admirar cada canto. Ainda ficamos um tempinho na estação esperando a hora da partida do trem.
- Ao chegar em Barcelona resolvemos ir até o shopping de Montjuic para um sushi e um passeio no terraço. Já estávamos em clima de despedida.












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Dia 6: Recinto Modernista de Saint Pau, Volta
- Para montar nossos roteiros e escolher vários pontos turísticos para visitar pegamos dicas do canal ESPANHA TOTAL, formado por um casal simpático que vive na Espanha.
- E um dos lugares que eles mais amam (principalmente o Toni) é o recinto modernista de Saint Pau. Não são poucos os vídeos em que ele se derrete por esse antigo hospital.
- Como tínhamos algumas horas antes do voo resolvemos visitá-lo e devo dizer que não achamos nada fantástico. Certo, é curioso um hospital todo em estilo modernista e existem alguns ambientes bonitos, mas para nós não foi nada memorável. Particularmente, gostei da simetria de um sala em que a janela do meio oferecia uma vista para a Sagrada Família. Ah… e ele não foi projetado por Gaudi (pasmem!), mas por Lluis Domenech i Montaner.
- Almoçamos e nos despedimos do ótimo Sagradas Tapas (que nesse dia específico não estava assim fantástico). Vai ver que ele é naturalmente melhor à noite.
- Ah sim… e de manhã mandei o maravilhoso croissant de pistache em um café ao lado do hotel. Comi vários desse durante nossa estadia.
- E foi difícil encontrar transporte para o aeroporto. Os ubers estavam muito caros e com uma fila de espera enorme. O melhor a se fazer era ficar em uma esquina, esticar os braços e chamar um táxi. Ficamos bem posicionados entre duas ruas movimentadas, mas nada dos táxis pararem. Todos estavam ocupados. Eis que um para do nosso lado, finalmente! Eu já estava colocando minha mala no porta-malas quando um senhorzinho desesperado gritou “ei, hombre!!!”. Foi aí que eu entendi que tinha uma fila na rua para pegar o táxi e não era a nossa vez haha
- Por sorte uns 5 minutos depois finalmente conseguimos pegar o táxi e iniciamos nosso retorno a Curitiba.

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