Trilha sonora do post: Arde Bogotá – Exoplaneta
Dia 1: Sileo Hotel, Recoleta à noite, Guinness no bar irlândes
- Chegamos em Buenos Aires na noite de quinta e após o check-in no nosso conhecido Sileo Hotel, fomos em busca de um bar irlandês nas proximidades. A recoleta talvez seja o bairro mais tranquilo para se sair à noite caminhando na capital argentina e são várias as opções de bares e restaurantes.
- Não sei exatamente o porquê, mas eu estava sedento por uma guinness e encontrei uma no Saint Patrick Irish Pub. Para acompanhar, fomos com as tradicionais empanadas. Ficamos em uma mesa na calçada, próximos de uma galerinha que fumava um cigarro atrás do outro. E também foi curioso notar a grande quantidade de pessoas no bar vizinho acompanhando e vibrando com um jogo do Brasil nas eliminatórias. Durante o intervalo entre o primeiro e segundo tempo pudemos perceber que a playlist do bar era bem boa. Pena que depois de 15 minutos a cacofonia voltou.
- A noite estava agradável e convidativa para mais alguns passos na rua. O McDonalds ali perto pareceu uma opção interessante inclusive no quesito financeiro. É que nessas poucas horas já deu para notar que os preços dos nossos hermanos atingiram um padrão europeu.
- Bem alimentados e já um tanto sonados fomos para o hotel em busca de descanso. Nós dois começamos o dia na labuta diária do sus e terminamos em uma confortável cama no coração da recoleta.

Dia 2: Desayuno chiquito, Floralis Generica, El Burladero, Recoleta, Carles Hotel, 3 Monos, Thelonious Club
- O café da manhã do Sileo deu uma mudada. Agora não há mais aquele farto buffet cheio de medialunas e sim algumas poucas opções que são levadas na mesa. O sabor era bom, mas a quantidade era mínima. Os “huevos revueltos” na verdade eram um solitário ovo mexido.
- Sem compromisso com horário andamos tranquilamente até a região da Floralis Genérica. Antes tiramos umas fotos na fotogênica escadaria da faculdade de direito. Não havia tanto movimento na Floralis, mas o que estava pegando era o calor. Nos escondemos um pouco do sol e observamos essa fascinante estrutura de metal. E quando nos aproximamos para mais alguns cliques percebemos que havia uma quantidade brutal de mosquitos por ali. Foi a deixa para irmos rumo a um café ali próximo.
- Logo chegou a hora do almoço. Dessa vez no El Burladero mandamos o fideua com tinta de lula. E como novamente teve de cortesia uma caña e um gazpacho. Teve uma situação curiosa na hora de pagar a conta. Acabei fazendo confusão com as notas e dei 8 mil pesos para o garçom, só que na verdade a conta era 80 mil. Ele voltou assustado e disse algo como “no entendi”. Hahaha. Por um momento achei que estava rico em Buenos Aires.
- Cogitamos uma visita ao cemitério da recoleta, mas o preço abusivo para meramente entrar nele nos impediu. Passeamos no shopping também para fugir do calor e decidimos ir para o nosso próximo hotel.
- O Carles Hotel fica estrategicamente localizado próximo a estação Mitre, local de onde pegaríamos o trem no dia seguinte para ir até o hipódromo de San Isidro, onde é o Lollapalooza dos hermanos. Demos uma olhada na estação e achei um tanto confuso descobrir exatamente o valor que precisava botar no cartão e chutei para cima. Detalhe: ficou faltando uns pesos na volta do Lolla, mas isso deixarei para contar em breve.
- Bueno. Nos arrumamos e fomos para o muito aguardado bar de drinks chamado 3 Monos. Ele é extremamente conceituado e já foi considerado um dos melhores bares do mundo e o melhor da América Latina. E não dá para acreditar nisso, pois foi uma tremenda decepção. O lugar é extremamente escuro, nada aconchegante e os drinks são caros, com pouco álcool, pouco sabor e com apresentações bizarramente feias. A ideia era ficarmos borrachos no 3 Monos, mas não deu a menor vontade.
- As 22:00 começaria o show de jazz que reservamos no Thelonius e tivemos tempo de comer um smash burger saboroso no Couple Burgers e ainda tomar umas cervejas artesanais em um pub tranquilo na região. Fizemos tudo isso a pé, o que foi difícil pelo calor que estava na cidade. Ficar na hamburgueria por um tempo foi extremamente refrescante, eu diria.
- O jazz não decepcionou. Era uma banda que investia em arranjos um tanto complexos e cerebrais demais, mas com momentos que conseguiam aliar virtuosismo com emoção. Destaque para o cara no contra-baixo e para o do sax, que depois de um solo sinistro pareceu um tanto sem fôlego. Compreensível. Ah e na última música o baterista fez mágica e me lembrou o final de Whiplash. Para registro, degustei um belo de um aperol enquanto assistia ao show. Para mim, jazz combina com campari e suas variações.













Dia 3: Plaza San Martin, Estacion Retiro, Lollapalooza
- Pra variar acordei antes do sol raiar e fiquei lendo no hall do hotel. Já tomei uma boa quantidade de cafeína nesse tempo. O café do Carles Hotel era razoável, mas tinha medialunas infinitas e isso já basta.
- Ao contrário do dia anterior estava um tanto fresco e cinza. Melhor do que aquele calor insuportável, certamente.
- Antes de pegarmos o trem para o hipódromo demos uma passada no starbucks (o melhor amigo do viajante cafezeiro) e tiramos umas fotos da Plaza San Martin e da Torre Monumental.
- Quando entramos na estação vimos o trem parado e uma galerinha andando com pressa para pegá-lo. Decidimos arriscar um trotezinho e conseguimos entrar. A ida até San Isidro levou por volta de 50 minutos e no meio do caminho deu para ver o estádio de tênis Guilherme Villas, onde mais ou menos um mês antes o João Fonseca tinha sido campeão pela primeira vez de um torneio ATP.
- Antes de entrar no hipódromo precisávamos pegar nossas pulseiras e para isso tivemos que andar um quarteirão enorme. Longe, é verdade, mas organizado ao ponto de não fazer filas (pelo menos no horário que chegamos).
- Ainda havia poucos pessoas no Lolla. Fomos em busca de umas cervejas e descobrimos que há o limite de duas cervejas por pessoa na Argentina. Além disso, existe uma área demarcada para beber. Parece uma medida estranha para nós brasileiros, mas isso aí deve evitar que um monte de gente passe mal.
- Sobre os shows já fiz um comentário aqui. Só quero lembrar o quão bom foi o show do Arde Bogotá, pena que eram poucos os fãs da banda por ali. Que o Inhaler toca bem ao vivo, que o WOS tem muita energia e que não é à toa que o Sepultura é um dos nomes mais respeitados do trash metal no mundo.
- Começamos a ver um pouco do show do Tool e deu para perceber que tocam muito bem ao vivo. A questão é que estávamos preocupados de voltar com uma multidão sem ter certeza se havia fundos no nosso cartão. Na hora de pegar o trem até tentei comprar mais créditos, mas o argentino não me entendeu ou fingiu que não entendeu.
- Ao tentarmos sair da estação Mitré a surpresa: só tinha dinheiro para um sair. Sem crise. As bilheterias estavam abertas e a Flávia foi botar uma grana no cartão e me resgatar. Gracias!
- Logo após chegarmos no hotel CAIU O MUNDO EM BUENOS AIRES. Uma chuva torrencial que acabou cancelando os últimos shows do Lolla. O povo teve que evacuar o hipódromo no meio da chuva, o que deve ter sido um tanto caótico. Dessa escapamos.








Dia 4: Museo de la Imigracion, Llama Coffee, Malba, Siesta, Puerto Madero, Casa Rosada, Obelisco, Parrilla Aires
- O tempo estava feio no domingo. Enquanto a chuva não vinha decidimos ir a pé até o museu da imigração, lugar que preserva a memória de pessoas que decidiram muitas vezes largar tudo em seu país e começar do zero na Argentina. Um detalhe interessante é que muitos navios chegavam justamente por aquela região e esse museu servia como um tipo de hotel de passagem. Ótima opção para conhecer um pouco mais da história da Argentina e da America Latina, ainda mais de graça.
- A ideia era visitar Puerto Madero, mas com a chuva chata que começou a cair achamos por bem mudar os planos. Fizemos um lanche no simpático e estético Llama café e rumamos para o nosso querido MALBA. Sempre bom ver de perto obras de Berni, Di Cavalcanti e o Abaporu de Tarsila do Amaral.
- A chuva deu uma piorada e decidimos dar um tempo no hotel. Até acabei dormindo um pouco. No final da tarde o tempo melhorou levemente e fomos até puerto madero à pé. Pelo caminho tomei o meu adorado refrigerante de pomelo.
- Para respeitar a tradição sentamos em uma mesa de frente para a Puente de la Mujer no bar El Boleo e pedimos umas cervejas. Ficamos ali um tempo até o apetite estar devidamente aberto para que aproveitássemos o Parrilla Aires Criollos na sequência.
- Ah… quando saímos de Puerto Madero fomos andando até a Plaza de Mayo e vimos que estava rolando um semi-protesto. Na realidade, parecia uma preparação para um protesto no dia seguinte. Antes de irmos para o restaurante também vimos rapidamente outro cartão postal da cidade: o obelisco.









Dia 5: El regreso
- Acordamos às 04:00 da manhã pois o voo era 06:45. Dormimos pouco e não pudemos tomar o café do hotel. E… o voo atrasou mais de 2 horas. Sacanagem!



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