- Quando pensamos em fazer um tão sonhado safári na África do Sul o primeiro lugar que nos vem à cabeça é o parque nacional Kruger, não sem motivos. Este é o maior e mais famoso lugar para encontrar os Big 5 (leão, elefante, rinoceronte, búfalo e leopardo) e váris outros animais. Mas nos últimos anos o Pilanesberg vem sendo escolhido por muitos turistas por ser uma opção mais prática.
- E foi esse parque que eu e a Flávia escolhemos para nos deparar com animais selvagens na segurança de um jipe dirigido por um guia experiente.
- Ainda em Johanesburgo tomamos o café da manhã um pouco mais cedo e por volta das 09:00 saímos de transfer rumo a Pilanesberg. No conforto do banco de trás do carro e sem ter que nos preocupar com obras na pistas e desvios um tanto chatinhos, chegamos no Shepherds Tree Game Reserve exatamente às 11:30.
- Fomos recebidos de forma entusiasmada pelo staff do hotel que durante nossa estadia sempre se mostrou impecável, nos fazendo sentir em casa do outro lado do oceano em meio a savana.
- Ainda não podíamos entrar no nosso quarto/lodge, então ficamos em uma varanda que dava de frente para uma parte do parque. Estava um tanto quente, então não resistimos a uma cerveja local enquanto já tentávamos vislumbrar algum membro do big five nas redondezas hahah
- No almoço daquele dia experimentamos um carpaccio de crocodilo, que estava bom.
- Comemos e descansamos um pouco, pois às 16:30 iríamos para o nosso primeiro safari. Antes de sairmos o hotel faz tipo um chá na área da piscina, com direito a algumas bebidas e lanches. Também é hora de ser apresentado ao seu guia/motorista e sanar alguma dúvida.
- E chegou a hora. Entramos no jipe com mais umas 7 pessoas e fomos em busca dos verdadeiros donos do lugar. Rola uma emoção e expectativa. Cada caminho escolhido é uma oportunidade de dar de frente com um bicho que você provavelmente nunca viu. O guia fala que cada um pode colaborar para a experiência informando em que direção viu algo interessante. E era para usar as direções do relógio! (tipo: ELEFANTE THREE O’CLOCK!)
- Sem considerar as fezes dos rinocerontes, nossa primeira parada foi diante de um simpático elefante que degustava suas folhas com tranquilidade. Ele deu uma olhada para nós e pareceu não se importar muito. E para gente já foi um grande impacto ver ele de perto.
- Nesse primeiro sáfari estávamos com sorte: avistamos girafas, rinocerontes, girafas, zebras, imapalas, hipopótamos, javalis e mais!
- Já estávamos para pegar o caminho de volta após um belo por do sol quando o guia recebeu uma mensagem dizendo que um gueperado havia sido avistado e que ele estava caçando.
- O guia meteu o pé no acelerador em busca do animal. E a gente quase batia a cabeça no teto do jipe graças ao terreno acidentado e a velocidade considerável. Confesso que fui tomado por uma cinetose e quase tive que regurgitar. Mas me mantive firme e fomos em frente!
- Quando chegamos no local o guepardo não estava mais lá… mas sim o leão e a leoa. Ambos estavam em cima de uma pedra, um pouco distantes, com bastante pose e tranquilidade. Apesar de ser noite deu para vê-los bem devido as lanternas do jipe (algo que achei um tanto intrusivo, mas o rei da floresta pareceu não ligar). Poderia ficar um tempinho ali só admirando a fera.
- Antes de voltar, uma pausa em uma região supostamente protegida para os drinks no meio da savana. Uma sensação peculiar com a escuridão, as estrelas brilhando forte e sons difíceis de se identificar um tanto próximos. GOSTAMOS!
- E que tal tomar banho em um chuveiro externo? Dentro do nosso logde, mas externo… com a escuridão da savana na nossa frente. Ao mesmo tempo foi relaxante e tenso, por que vai que aparece um animal feroz por ali haha. Nunca economizei tanta água tomando banho!
- No safari da manhã o frio era intenso, mas havia cobertores disponíveis. O dia ainda estava amanhecendo quando pudemos ver no céu dois balões que deixavam a paisagem mais bela. De acordo com o um casal de brasileiros que estava no nosso jipe o passeio de balão custava uns dois mil reais por cabeça.
- Nessa manhã experimentamos o café com amarula, famosa bebida feita com frutos de uma árvore daquela região. Não sou muito fã dela por ser muito doce, mas no café fica legal. E como disse uma simpática turista (canadense, se não me engano) se você está no safari na África você tem que tomar amarula.
- Tinha um casal inglês que queria muito ver o leopardo e meio que era o objetivo do guia nesse dia. Pena que não deu. De qualquer forma, ele passou por um caminho muito bonito, com direito a um lago e também o alto de uma montanha que permitiu uma vista panorâmica da savana. Foi ali que tomamos o drink da tarde e o meu foi uma castle lagger sul africana saborosa. Esse momento para mim foi dos mais marcantes. Fiquei pensando na quantidade de animais lá embaixo e da nossa sorte em poder vê-los de perto.
- Eu falei que o pessoal do lodge atendia bem… e teve um destaque, o menino Simba! Que cara simpático e animado. Inclusive, saiu corredo atrás da gente para entregar o celular que a Flávia havia esquecido na mesa do jantar hahah
- Antes de irmos para o nosso último safari pensamos que três noites por lá teria sido o ideal. Seis safaris estariam de ótimo tamanho. Enquanto nos despediamos das girafas, do javali, do coiote e dos crocodilos pensamos que um dia teremos que fazer isso de novo… mas aí quem sabe num lugar como o Quênia, destino recomendado por aquele casal inglês que era experiente em safaris.
- Passou rápido, mas valeu cada segundo. Infelizmente, era hora de dar tchau.
- E uns 15 minutos antes do horário combinado o motorista da shuttle king já estava lá. Os caras são muito pontuais e profissionais. Cerca de 2 horas e meia depois estavamos novamente em Johanesburgo, no mesmo holiday inn.
- Descansamos um pouco e à noite fomos no Proud Mary, restaurante que virou nosso xodó por ali. E mandamos uma ótima cerveja sul africana chamada Jack Black acompanhada de um saboroso hamburguer.
- No dia seguinte partíriamos para a metade final da viagem… Cape Town e seus cenários absurdamente lindos nos aguardavam.
















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