- O Fauna Primavera é um festival de música indie/alternativa/pop criado em 2011 em Santiago. Aos poucos, foi conquistando o seu espaço e hoje é um dos mais elogiados festivais da América Latina.
- Ele não é projetado para ser um festival grande em termos de público. Geralmente, cada dia conta com cerca de 15 mil pessoas prestigiando as bandas. Bem diferente das 80 mil que vão em cada dia do Lollapalooza em Santiago. Costuma ser sexta e sábado para o trabalhador poder descansar no domingo 🙂
- A curadoria inspirada costuma ser o grande destaque do Fauna Primavera. Nomes como Blur, Tame Impala, The Smashing Pumpkins, Dinosaur Jr., Weyes Blood, Future Islands, FKA Twigs e Franz Ferdinand já passaram pelos seus palcos.
- Atualmente, o evento acontece no Parque Ciudad Empresarial em Huechuraba, Santiago. E fomos conferir a edição de 2025, que teve Weezer, Bloc Party, Massive Attack, Él Mató a un policia motorizado, James, Aurora, Javiera Mena e mais!
- E uma curiosidade: apesar do nome sugerir, o Funa Primavera nada tem a ver com o Primavera Sound.
Falaremos também desses dias que passamos em Santiago, mas o foco é o festival.
Partiu?
Fauna Primavera 2025
Quinta
- Chegamos por volta de 22:00 em território santiaguino e bem quando estávamos passando pela cordilheira pudemos observar uma tempestade se formando. Um tanto peculiar testemunhar relâmpagos não muito distantes direto da janela do avião com os andes embaixo.
- No caminho do aeroporto até o hotel a chuva veio intensa. E choveu bastante. De acordo com a previsão do tempo o dia seguinte seria de sol… torcemos para isso, afinal festival com chuva é complicado.
- Para facilitar o acesso ao Parque Ciudad Empresarial nos hospedamos no hotel Solace em Providência – bairro limpo, organizado, arborizado, moderno e cheio de opções de restaurantes e cafés. Escolhemos ele porque de uber até o parque daria menos de 15 minutos e também pela presença de várias linhas de ônibus que levam até aquela região. Ainda estávamos decidindo como ir até lá no dia seguinte e optamos por pegar o ônibus Turistik que seria de graça. O metro não vai até lá.
Sexta
- Quando abri as cortinas do quarto vi o sol. Olhei para a esquerda e vi o Cerro San Cristobal com os teleféricos ainda parados. Olhei para direita e vi uma boa quantidade de neve no topo dos Andes. E pensei… poucas cidades são tão bonitas como Santiago.
- Dentro do quarto havia uma máquina da lavazza e já aproveitamos para degustar espressos de qualidade para nos energizar, afinal o dia prometia ser fisicamente exigente com a nossa inteção de ver quatro shows no Fauna Primavera.
- Fomos tomar café num local próximo chamado Bafels coffe, um espaço dos mais agradáveis para quem gosta de começar o dia na base de abacate e ovos. O café deles tinha um sabor diferenciado e o preço era justo. Excelente opção para quem está em Providência e não incluiu o café da manhã na reserva do hotel kkk
- Fomos dar uma passeada de leve pela região e no caminho comprei uns pesos em uma casa de câmbio na Av. Pedro de Valdívia, lá tem várias. Decidimos então relaxar na aconchegante e cênica sacada do hotel. Aquilo ali é um verdadeiro ponto turístico, eu diria. Para acompanhar, um café (grátis) que pegamos em uma outra maravilhosa máquina lavazza no lobby do hotel. Convenhamos, ainda era cedo para pisco ou alguma outra “bebida de álcool”
- Hora de almoçar e fomos a pé até o peruano Tacu Tacu. Nominho intrigante, não é mesmo? Pois é. O tal tacu tacu é o carro chefe do restaurante e é um prato típico da culinária peruana. Basicamente, é uma mistureba de arroz e feijão branco que é frita na frigideira. Vira um bolinho consistente e saboroso, ainda mais acompanhado com o clássico lomo saltado. Mandamos também um fantástico ceviche e com direito a duas cusqueñas trincando. O esquenta apropriado para um festival do outro lado dos andes, eu diria.
- Por volta das 14:20 fomos em direção ao local onde pararia o ônibus turistik que nos levaria até o Ciudad Empresarial. Eu tinha visto naquele dia o lugar exato no instagram… quando chegamos lá o ônibus turistik simplesmente não parou e foi para uma outra quadra. Fomos até lá e ficamos esperando o próximo junto com mais um pessoal. Eis que 30 minutos depois para um ônibus turistik para a nossa alegria. Alegria que durou pouco, pois a funcionária falou que esse ônibus não iria para o festival e que faria o city tour normal. Aí foi melhor desistir. Nos afastamos um pouco, pedimos um uber e uns 15 minutos estávamos no começo da fila para entrar.
- Fila. Uma das coisas que mais me marcaram nesse festival negativamente. Essa fila para entrar era grande e andava devagar. O sol estava pegando e em poucos minutos o Fother Muckers iria começar a tocar. Achamos estranho as portas abrirem as 15:00 e o primeiro show estar marcado para as 15:15. E realmente, tal ideia foi das piores.
- Após conseguirmos entrar fomos rapidinho para o palco e vimos umas 5 músicas e começar a me arrepender de ter ido de calça para lá. Tava quente. De qualquer forma, deu para ver que essa banda chilena tem uma boa quantidade de fãs. Eles podem ser classificados como um rock alternativo e cantam em espanhol. São bem sólidos ao vivo, escutamos com clareza o vocalista cantando e aproveitamos as ótimas Explorador e Loba Mayor. Cantamos junto os oooo de Los Ases Falsos e quase toda a cheia de sensibilidade 2022. Foi legal também ver a estrela pop chilena Javiera Mena no palco cantando com eles o hit Otra Era.
- Um segundo após o show do Fother Muckers no palco BCI já começou o Yo La Tengo no palco Levis ao lado. Aliás, ótima essa ideia. Se você quiser (e aguentar) ver todos os shows é possível. O negócio fluiu muito bem e dava para se posicionar com tranquilidade mais perto do palco na sua banda preferida.
- Finalmente pudemos observar melhor a região, que é bonita. Você está ao lado de montanhas em um gramado relativamente espaçoso, um pouco afastado da cidade. Tinha algumas obras ao redor, parece que vai ter um teleférico que vai ligar a a ciudad empresarial até o parque bicentenário… digamos que perdeu pontos na estética por causa disso. Nada grave.
- Decidimos recarregar as energias e fomos em busca de bebidas. Quando olhamos para a fila da “CREDITACION +18+ tomamos um susto. É que no Chile você precisar comprovar que tem mais de 18 anos e ganha uma pulseira para poder ingerir qualquer bebida alcoolica. E existe um espaço onde se pode beber, o BAR (ou beer) GARDEN. Não dá para ver os shows com um copo de cerveja na mão. Para nós brasileiros parece estranho, não é? Tínhamos visto isso também na Argentina e pensamos que apesar de uma medida um tanto arbritária ela tem seus benefícios: MENOS GENTE FAZENDO CAGADA e no âmbito pessoal menos gasto e menos chance de saborear uma ressaca no dia seguinte kkk. O fato é que simplesmente desistimos de beber graças a enorme fila. Fomos de PEPSI, cuja fila era inexistente. E depois um red bull para dar aquela aumentada “saudável” na frequência cardiaca.
- Fomos até o palco onde o El Mató tocaria em menos de 1 hora e deu para ficar sentado em uma sombra. Aquela relaxada que é sempre bem vinda, ainda mais quando você sabe que o seu corpo não é o mesmo da década passada kkk
- El Mato começou com a maravilhosa El Magnetismo e na sequência sentimos o Santiago Motorizado um pouco cansado… cantando um pouco mais devagar. Acho que é o excesso de shows da turnê solo intercalando com a da banda. O home precisa de férias! Apesar de tudo a banda estava tocando com a energia de sempre e em algumas músicas a voz do Santiago voltava ao normal. De qualquer forma, tudo estava meio morno até que YONI B começou. O show se transformou! O público começou a pular e fazer pogo e isso pareceu empolgar toda a banda. Achávamos que as coisas não ficariam intensas, mas de uma hora para outra uma onda de fãs ensandecidos tomou conta da parte da frente do palco e era onde estávamos. E se você está no meio… tem que pular também né? Coitados de nossos joelhos, mas valeu a pena. A conexão do El Mato com o público chileno é grande e deu para sentir. Eles tocaram músicas mais antigas e as “semi” novas do último álbum, foi nostálgico e com uma intensidade crescente. Santiago interagiu pouco (o tempo em festival é curto), mas fez os seus joinhas e certamente ouviu uma fã brasileira gritando TE QUIERO SANTI kkk
- Suados, com joelhos reclamando, com sede e com necessidade de repor as energias fomos comer quando o show terminou. A melhor opção era a pizza do Papa Johns, porque era o único lugar que não tinha fila. E as pizzas eram boas. Após a alimentação decidimos ir ao banheiro… e tinha fila, claro. Não estava tão grande nesse dia, mas é algo que já te faz repensar a quantidade de água que ingere. Falando em água, tinha pontos de hidratação de graça (algo já estabelecido em festivais na america latina, ainda bem).
- No final da tarde era a vez do James, bandas que a Flávia conheceu no auge da pandemia com a maravilhosa música Beautiful Beaches. Excelente performance ao vivo, ainda que senti falta de alguns clássicos. Eles são do rock alternativo britânico e mesclam bem momentos mais alegres com outros mais introspectivos, muitas vezes com imagens que estimulam reflexões. Tim Booth é um cara performático, além de cantar (bem) ele dança de uma maneira como se estivesse em transe, sentindo a música e o show em si. Bem contagiante, eu diria. Além disso, ele vai literalmente para o meio do povo… segurando a mão de alguns, se apoiando em outros e indo nos cantos mais longínquos possíveis para os artistas. No geral, James entrega uma verdadeira cerimonia musical com direito a violino, teclado e percussão extra. Teve uma hora que o Saul simplesmente destruiu no violino. Me fez lembrar daquela cena final de Whiplash, so que no violino em vez de na bateria. Fiquei cansado por ele e me encantei com sua performance. Também foi bacana ver Ann Harper que em uma música deixou de ser a vocalsita de apoio e virou destaque. Voz potente e doce ao mesmo tempo. GRANDE SHOW!
- Ok. Queriámos muito ver o Weezer que iria fechar o dia, mas o cansaço bateu. Quem se aproxima dos 40+ tem um certo limite para eventos como esse… Tomamos mais um pouco de água e decidimos ficar nas primeiras 10 músicas. Deu para ver My Name is Jonas, Perfect Situation, Undone e a nossa queridinha Island in the Sun. Vimos uma boa interação do Rivers Cuomo com o público. Ele ate cantarolou uma música colocando Santiago e Chile na letra. Weezer é uma banda muito consistente ao vivo. O vocal do Rivers é semelhante aos álbuns, talvez um pouco mais agudo. Ele tem aquele ar nerd/tímido até hoje, mesmo com tantos shows na carreira. Era uma atmosfera divertida, nostálgica e leve, com direito a umas imagens coloridas e retro no telão. Até queríamos ficar até o fim, mas temos que respeitar nossos corpos kkk
- Como saimos antes do fim foi tranquilo voltar. Nos afastamos um pouco e pegamos um uber sem problemas. Uns 12 minutos depois estávamos no nosso hotel em Providencia.











Sábado
- Decidimos explorar a cena local do café e fomos no Tea Connection. O lugar era agradável, tocava músicas boas… mas o atendimento era muito demorado. Uma garçonete estava praticamente sozinha e o nosso café da manhã quase virou pelo brunch pelo tempo de espera. E o detalhe, pedi um croissaint que era bizarramente pequeno. Esse não valeu a pena.
- E pela primeira vez em nossas idas a Santiago resolvemos ver a cidade do alto do Sky Costanera. Com um elevador que mais parecia um foguete chegamos no andar 61 e depois pegamos uma escada rolante até a área que oferece uma vista de 360 graus. Achei divertido ver Santiago lá de cima, ainda que nesse dia os Andes não estivessem com quase nada de neve. Mas o bom é que o céu estava limpo e deu para observar o San Cristobal, o rio mapocho, a pré cordilheira, o túnel que leva ao Ciudad Empresarial, o parque bicentenário, o estádio nacional e mais! Consegui até ver o terraço do nosso hotel com sua convidativa piscina. Tentamos e não conseguimos ver o Cerro Santa Lucia. Experiência um tanto cara, mas para quem gosta de ver cidades de cima é uma oportunidade interessante.
- Comemos em um restaurante italiano chamado Da Renzo cuja comida era apenas OK. Pelo menos vinha uma porção de bom tamanho.
- Voltando para o hotel compramos umas cervejas para fazer nosso esquenta, afinal não queríamos enfrentar aquela fila para mostrar que temos (consideravelmente) mais do que 18 anos.
- Descansamos um pouco, tomamos um pouco das cervejas e decidimos ir em busca de um autêntico completo chileno para já chegarmos no festival alimentados. Nesse dia não pretendiamos chegar tão cedo, afinal a banda que realmente queríamos escutar so tocaria lá por 20:00. Para comer o completo fomos no tradicional Lomito e foi uma bela pedida. Cachorro quente com abacate, picles, cebola e tomate sempre vai bem.
- Dessa vez nem tentamos pegar o busão turistik. Na esquina do Lomito já pedimos um uber rumo ao Fauna Primavera. Não teve fila para entrar neste dia. Além do fato de termos chegado um pouco mais tarde o staff estava excepcionalmente ligeiro na entrada.
- Então, nada de álcool… mas o red bull estava liberado! Pegamos algumas latas e fomos para frente do palco onde em breve a Tash Sultana iria começar a tocar. Eu conheci ela quando escutei todas as bandas que tocariam no Lolla Brasil de 2018 (festival esse que guardamos no coração). Me chamou a atenção a envolvente música Jungle, mas nada que me fizesse querer me aprofundar na discografia dela. E esse show me mostrou o quão sinistra ela é. Tudo começou com um contagiante cover de I Shot the Sheriff… e ela transitou pelo reggae, soul, indie, rock e um pouco de psicodelia. Boa parte dançante e empolgante. E de uma hora para outra as coisas ficaram realmente impactantes. Ela começou tocando com uma banda, mas do meio para o final era só ela no palco. Na minha ignorância achei que estava rolando um playback, mas não. Ela faz algo chamado looping: pega um instrumento toca umas notas, grava e deixa repetindo. Ai pega outro e faz a mesma coisa. E outro… e vai cantando. Basicamente, uma banda de uma mulher só. Camada por camada as músicas foram crescendo e se transformando em uma experiência sonora diferenciada. Tudo ainda melhorado pela potente voz dela. Destaque também para quando ela tocou Sax com muita sensibilidade.
- Fomos comprar um sorvete e ir ao banheiro. A fila para o banheiro masculino estava grande e andava pouco. Mas na realidade a minha bexiga não seria capaz de aguentar o Bloc Pary até o fim, então fiquei la esperando e escutando no fundo a vibe meio eterea da Aurora.
- Bueno. Mais leves e saltitantes fomos até o palco onde em uns 30 minutos o Bloc Party iria tocar. E deu para pegar um lugar mais na frente e no canto. Excelente posição. Eu estava um tanto receoso em relação a esse show, pois lembro-me que antigamente a banda sofria um tanto em performances ao vivo. Não dessa vez. No primeiro show da história deles no Chile Kele Okereke e companhia entregaram tudo e mais um pouco. Essa turnê é para marcar os 20 anos do maravilhoso álbum de estreia Silent Alarm, mas claro que rolam outros sucessos. Olha, eles destruíram! Inicialmente a voz do Kele parecia meio baixa, mas depois ele foi se soltando e as coisas ficaram cada vez melhores. Teve baladas cantadas com emoção pelo público como Modern Love e Blue, clássicas como Banquet e Helicopter, momentos mais dançantes com Flux e The Love Within e bangers que fizeram o povo sair do chão como Traps e principalmente Ratchet que encerrou a experiência lá em cima. Um show intenso, que mescla um tom de urgencia de pedradas com uma melancolia doce nas baladas. Kele não é de falar tanto, só o necessário, mas ele tem bastante presença física… claro, ajuda o fato do cara estar um monstro, mas ele tem um gingado responsa também. O cenário minimalista com o letreiro dizendo Bloc Party, um jogo de luzes apropriado, a noite santiaguina e fãs que há muito queriam vê-los ao vivo fizeram desse show o meu preferido do Fauna Primavera. E top 3 do ano.
- Não ficamos para o show/protesto do Massive Attack, mas foi bem elogiado nas resenhas que li. Fica para a próxima. Preferimos sair por um portão que abriu do nada ao lado do palco do Bloc Pary, nos economizando praticamente uns mil passos. Pegamos o uber sem dificuldade e em uns 10 minutos estávamos no hotel.





Domingo
- Havia poucas opções abertas para o café da manhã em Providencia. Uma delas era o Eggy, especialista em ovos. Pedi um sanduiche de ovo que era bom, mas… demorou e ainda por cima tinha dois cabelos no meio do queijo. Desagradável, não é mesmo? A Flávia também encontrou um no pedido dela, aliás.
- Pegamos o metro (que meio de transporte!) e fomos até Lastarria/Parque Forestal. Sempre é bom dar aquela subidinha no Cerro Santa Lucia, local onde é dito que Pedro de Valdivia fundou Santiago em 1541. O tempo estava meio fechado e aí quando chegamos no parque forestal veio o sol. Sentamos em um banco e só observamos os cães se divertindo. Deu para rever o adorado Hotel Ismael (que agora tem um rival a altura para nós) e tomar um café no Emporio la Rosa. Lugares nostalgicos para nós, afinal 10 anos antes estivemos por ali em nossa lua de mel.
- Queriamos almoçar no Liguria, mas estava fechado. Então voltamos para Providencia fomos de novo no Tacu Tacu. A ideia era ir nesse dia no templo bahaii… mas confesso que eu estava um tanto cansado. Dois dias de festival é um pouco demais para o quase 40+.
- O melhor foi mandar uma siesta e depois aproveitar o final do dia no terraço do hotel. Lugarzinho mágico, eu diria
- Para jantar, mais fast food. Tinha uma rua nas redondezas que era o paraíso dos amantes dos hamburgueres. Escolhemos uma hamburgueria chamada Carls alguma coisa. Aprovado. Antes de irmos dormir demos mais uma espiada no terraço e nos despedimos dessa maravilhosa cidade.





Segunda
- Em vez de pegar o voo das 6 da manhã direto para Curitiba optamos por fazer uma conexão em Guarulhos. Assim deu pra dormir um pouco mais… e nesse dia ganhamos de cortesia o café da manhã do Hotel Solace.
- No moderno e espaçoso aeroporto de Santiago tomamos um classico café Juan Valdez e compramos umas cápsulas. Pena que não encontramos uma xícara para espresso bacana.
- Lá de cima, deu para nos despedir da imensidão branca da Cordilheira dos Andes.


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