Cidade do Cabo

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Dia 1

  • O voo para Cape Town saindo de Johanesburgo era mais ou menos na hora do almoço. Acordamos relativamente cedo, tomamos um café da manhã com direito a kiwi e toranja e logo partimos para o aeroporto.
  • O aeroporto de Johanesburgo é bem organizado e fica bem fácil encontrar o que precisa. O pessoal é eficiente por lá. No tempo que ficamos aguardando o voo conversei com um funcionário que puxou papo porque eu sou brasileiro. Óbvio que ele falou de futebol e óbvio que fez praticamente uma declaração de amor ao Neymar haha
  • Eu quase comprei uma camiseta da seleção sul africana de Rugby, mas achei melhor economizar. Não economizamos foi no café, porque tinha um melhor que o outro naquele aeroporto. Dale cafeína!
  • Para esse voo interno utilizamos a South African Airways, uma excelente companhia. Atendimento dos mais prestativos, bancos confortáveis com um espaço um pouquinho maior do que o normal, lanche de qualidade e o melhor… a porta da frente e a de trás do avião abertas para facilitar o desembarque. Ah… e um funcionário falou OBRIGADO quando viu que eramos brasileiros. Pessoal simpático! As 3 horas e pouco só não foram mais agradáveis porque tinha um trio de doidinhas no avião que foram praticamente rindo e berrando o voo inteiro.
  • Depois de penar um pouquinho para encontrar o lugar onde o uber estacionaria finalmente entramos no carro e poucos minutos depois já começamos a sentir a beleza da Cidade do Cabo.
  • Montanhas espetaculares, bastante verde, o mar, uma cidade bem organizada e limpa, quadras de padel e tênis em tudo que é canto… uma energia agradável desde o começo, ainda mais com o astro-rei se fazendo presente.
  • Ficamos no Royal Boutique Hotel em Camps Bay. Bem simpático, com vistas privilegiadas para o mar (principalmente na área do café da manhã) e com uma decoração que reforça o clima de cidade de praia. Nos sentimos em casa rapidamente!
  • Terminamos de nos organizar rapidinho e aproveitamos o tempo bom e já fomos para a Table Mountain. Pegamos um uber e 10 minutos depois estávamos na entrada – sem fila – para o teleférico.
  • Lembro-me de que uma mulher ficou bem nervosa antes de subir e acho que acabou nem indo. Confesso que deu um frio na barriga subir esses mil metros em menos de 5 minutos. O fato é que a vista ficava cada vez mais impressionante e tinha um detalhe: o teleférico rodava lentamente sobre o próprio eixo, nos permitindo olhar para todos os cantos sem ter que lutar por um espaço.
  • E quando estávamos quase chegando testemunhamos o impensável: um alpinista prestes a chegar no topo. Sinistro!
  • Uma vez lá em cima seguimos no sentindo horário e fomos brindados com paisagens cada vez mais exuberantes: deu para ver o V & A Waterfront, a Robben Island, a região de Stellenbosch e Franschhoek, a Lion’s Head… e do outro lado uma região ainda mais impactante, com vistas absurdas para o Cabo da Boa Esperança, os doze apostólos e as praias como Camp’s Bay, Bakoven e Clifton. Uau!
  • E com o sol começando a se por a iluminação transforma aquilo tudo em algo cinematográfico. Pegamos um café, um cookie e sentamos num lugar estrategico para observar e admirar essa beleza única da natureza. Eu ainda estou para conhecer uma cidade mais bonita do que essa.
  • Então começam uns avisos sonoros de que falta pouco tempo para o último teleférico descer. Hora de agilizar e deixar a Table Mountain, um cartão postal dos mais fantásticos que uma cidade pode der.
  • Jantamos no Codfather, um lugar muito elogiado por lá. Não é para menos. Acho que nunca vimos um restaurante nesse estilo. Você chega e o garçom te convida a escolher qual fruto do mar você quer comer. Eles estão lindamente expostos em uma vitrine refrigerada. Ele te explica mais ou menos o sabor de cada um e o cara falou com tanta paixão que deu vontade de experimentar todos. Mas escolhemos uns três. Aí vai para a frigideira e logo podemos nos deliciar. Pescar nunca foi tão fácil, não é? Ah e também tinha sushis.
  • Ficamos menos de 12 horas na Cidade do Cabo e já estávamos encantados. Não sem motivos.
observando a robben island de um lugar privilegiado
sorriso no rosto em qualquer canto da table mountain
!!!
impactante!
restaurante diferenciado
apetitoso

Dia 2

  • O dia começou nublado e com promessa de chuva fina insistente. Enquanto tomávamos um belo café de frente para a praia de Camp’s Bay repensamos os planos para o dia devido as condições climáticas.
  • Enquanto ainda não chovia andamos até a areia e vimos a piscina de água do mar chamada Bakoven. O ar estava gélido e ventava, mas isso não impediu uns senhores e senhoras aparentemente nórdicos de tomarem o seu banho de mar. Aquela água parecia gelo. Foi legal observar a partir dessa região a Table Mountain envolta por nuvens.
  • Tomamos um café num lugar chamado OKJA em homenagem ao filme de Netflix (que tem uma pegada pró-vegana) e aí que eu entendi porque todos os cafés desse lugar eram veganos kkk. Em termos de sabor não eram grande coisa, mas vale a atitude ecológica.
  • A chuva fina começou e rumamos para o Two Oceans Aquarium na região do V & A Waterfront. Um prato cheio para quem se interessa um pouco pela vida marinha. Ele é bem grande e possui vários ambientes que se destacam. Tem alguns aquarios que parecem pinturas, principalmente os que mostravam as águas-vivas. Tem peixes das profundezas que são pequenos monstrinhos bizarros. Há támbem um aquario enorme onde vivem em harmonia peixes, tubarões, arraias e tartarugas. Nessa sala tem um palestrante passando informações intrigantes, enquanto um mergulhador alimenta as feras. Vimos bastantes crianças de colégio por lá, todas bem comportadas e aparentemente empolgadas de estarem aí. Talvez não tão empolgadas como a Flávia, eu diria kkk
  • Ao longo do caminho que percorremos no aquario vemos várias informaçoes em relação ao meio ambiente. Há uma importante mensagem sobre preservação que é passada das mais variadas formas. Andamos também por um túnel em que podemos ver os tubarões bem de perto. E para finalizar com chave de ouro: pinguins africanos. Ali dentro tem uma família desses pinguins infelizmente ameaçados de extinção. É divertido vê-los caminhando e produzindo aquele som característico, mas ao mesmo tempo é triste saber que restam muito poucos da espécie.
  • Fomos para o V & A e comemos ostras num restaurante que é amado pelos entusiastas desse molusco marinho. Quando coloquei a primeira ostra na boca e basicamente senti o gosto do mar de Cape Town eu cheguei a conclusão que não sou um desses entusiastas. Pelo menos a ostra com tempurá era boa, admito.
  • Caminhamos por lá e fomos em direção ao Zeitz Museum, o museu de arte contemporânea. Achamos interessante a forma de visitá-lo: você sobe de elevador até o sexto andar e vai descendo as escadas para conhecer cada exposição. Pena que não me empolguei muito com a arte em si, com uma ou outra exceção.
  • Enquanto estávamos dando uma descansada no terraço um escocês meio doidinho veio puxar papo com a gente. Do nada haha… mas ele era gente boa e nos ajudou a dar uma praticada no inglês. E passamos para ele a dica do Codfather.
  • No meio da tarde fomos no Truth Coffee, um lugar que estávamos ansiosos para conhecer. Ficamos sabendo dele assistindo a série Somebody Feed Phil e nossas expectativas foram correspondidas. O ambiente é marcante, parece com uma fábrica com objetos antigos na decoração. E no meio do salão tem uma enorme máquina de torrefação… que já faz emanar aquela agradável fragância do café. E quanto ao café em si? O espresso era excelente e potente, já o filtrado não me agradou tanto. De qualquer forma, um lugar que merece a visita dos amantes de café.
  • Fomos dar um tempo no hotel e nisso a chuva ficou mais forte. Meio que já tinhámos que encerrar o dia. Esperamos a chuva diminuir um pouco e caminhamos até um lugar chamado Cafe Caprice, bem em frente ao mar. Ali fomos de hamburger e sprite. Uma pedida clássica e econômica para encerrar o dia dos viajantes famintos haha
assim é bom começar o dia
nuvens prometendo um dia chuvoso
bakoven
espécimes fascinantes no two oceans aquarium kkk
cada cantinho tinha algo interessante
olá amigo!
zeitz museum
esse era potente

Dia 3

  • Após um saboroso café com vista para o belo mar de Camp’s Bay pegamos um uber para ir até Kirstenbosch, o jardim botânico.
  • Apesar da mão inglesa o caminho que leva até o jardim botânico é agradável e me deixou com vontade de dirigir por ali.
  • Chegando lá andamos sem pressa para aproveitar mais cenários cheios de cores, vida e beleza. Os fynbos chamam a atenção – um tipo de arbusto que é encontrado apenas na Cidade do Cabo. Destaque também para o caminho pela copa das àrvores com uma vista digna de nota para a Table Mountain.
  • Comemos uma massa razoável num lugar chamado zenzero e fiquei um tanto cansado na sequência. Tive que dar uma dormida no hotel. Idade pesando novamente? kkk
  • No meio da tarde caminhamos por Camp’s Bay. Relaxamos de frente para o mar, vimos um povo jogando vôlei e fomos interpelados pelo simpático e exímio vendedor PHILIP. Não tinha como não comprar a arte do rapaz que arranhava o português… e tinha uns desenhos bonitos mesmo, pena que logo descobrimos que eram desenhos genéricos da região e que todo mundo vende os mesmos pelas ruas.
  • À noite fomos naquele mesmo restaurante do almoço, mas para comer pizza. Lembro que era saborosa mas um tanto fina demais. Tivemos que comer duas para saciar a fome.
  • Um dia mais tranquilo vai bem!
chegando no jardim botânico
outro ângulo da Table Mountain
a passarela nas árvores
😀
admirando

Dia 4

  • Se tem um passeio que acho que vale a pena fazer com carro alugado na Cidade do Cabo é o Cape Peninsula. A estrada é boa e você pode conhecer os principais lugares no seu próprio tempo. De qualquer forma, resolvemos fazer um tour guiado e demos sorte: o grupo era tranquilo e não era muito grande e a guia era excelente. Com eles no comando podemos visitar um número maior de lugares em menos tempo, o que pode ser interessante quando não temos tantos dias disponíveis para a Cidade do Cabo.
  • O tour começa de manhã e a primeira parada é Hout Bay. Lá tem um porto de onde barcos partem para uma ilha para ver focas e leões marinhos. Também tinha uma feira de artesenato e um coitado de um leão marinho obeso para tirar foto.
  • Na sequência passamos pela cênica Chapman’s Peak Drive, uma estrada incrustrada em um penhasco. A guia pára inicialmente em um lugar mais afastado para uma vista panorâmica dela com o mar ao fundo. Depois, passamos por ela propriamente dita. Ao longo dela existem vários mirantes que proporcionam ótimas fotos.
  • Uma passada rápida por Simon’s Town, região portuária de False Bay. É uma cidade pequena com um certo charme de um vilarejo que cresceu. Não pudemos conhecê-la bem pela questão do tempo, mas parecia interessante. O que vimos foi um busto de Charles Darwin e a informação de que ele passou por ali em 1836 quando fez sua famosa viagem com o HMS Beagle. Ele ficou 19 dias na região da Cidade do Cabo fazendo suas pesquisas.
  • A próxima parada era a mais esperada pela Flávia: Boulders Beach, o aconchegante lar de uma colonia de pinguins africanos. Lá você anda em uma passarela e observa os pinguins em suas atividades diárias: nadando, andando com seus passos característicos e dialogando com seus pares de maneira um tanto estridente. Divertidos, graciosos e infelizmente ameaçados de extinção. Apesar do grande movimento de turistas sempre tem um lugar na passarela para vê-los de algum ângulo priveligiado. Alguns metros a frente é possível entrar na área e chegar ainda mais perto deles. Preferimos manter a distância e não incomodá-los.
  • Após nos desperdirmos dos simpáticos pinguins a van foi em direção a um ponto que eu tinha muita curiosidade de conhecer: o cabo da boa esperança. Aulas de História deveras antigas estavam na minha cabeça quando contemplei a região com meus próprios olhos. Fiquei pensando nos ousados navegadores que passaram por ali séculos atrás e iniciaram uma grande mudança na dinâmica do mundo. O lugar é bonito, não maravilhoso, mas a relevância histórica e geográfica o torna uma boa adição ao roteiro. Há também um farol no fim de um cansativo lance de escadas, alguns avestruzes e também uma loja com produtos interessantes. Inclusive, estou nesse momento degustando um espresso em uma xícara com um desenho de girafa que comprei nesse lugar kkk
  • Na sequência uma passada rápida pelas icônicas casinhas coloridas nas areias de Muizenberg. Essas casinhas servem basicamente para a pessoa trocar de roupa quando chega ou sai da praia, mas no nosso caso foi para fazer fotos e vídeos mesmo!
  • Para finalizar, Bo-Kaap, antigamente conhecido como o bairro Malaio. As casas em tons de azul, rosa e pastel são um dos cartões postais da Cidade do Cabo. O legal é saber que as casas são coloridas assim após a abolição da escravidão, quando foi permitido escolher a cor da sua própria casa em vez de usar o obrigatório branco. Elas são coloridas para expressar identidade e liberdade. Simbólico! Ali tem museu, lojas e comídas típicas.
  • Falando em comida, à noite não resistimos e fomos “pescar” nossa própria janta no Codfather de novo!
cape town!
busto de charles darwin
faltou um zoom potente para registar os pinguins em Boulders Beach
não foi à toa que inicialmente esse local foi chamado de Cabo das Tormentas
o cabo da boa esperança… caminho para as índias
babuinos pelo caminho
musa em muizenberg
bo kaap
ainda rolou um belo por do sol em camp’s bay

Dia 5

  • Descansados e bem alimentados com uma dieta a base de frutas vermelhas fomos para a Lion’s Head, uma montanha ao lado da Table Mountain com direito a paisagens impactantes. E para chegar no pico tem que ser com as próprias pernas.
  • O Uber nos levou até o começo da trilha… por volta de 10 minutos do hotel.
  • No início o caminho é grande, tranquilo e pouco inclinado. Você vai contornando a montanha sem muitos desafios, apenas admirando a beleza surreal da região. Você tem ângulos incríveis da Table Mountain e de Camp’s Bay e depois da Robben Island, V&A Waterfront e a da região dos vinhos.
  • Percebemos que alguns locais usam essa trilha para fazer o cardio diário, algo que eu faria também se morasse lá. Além do exercício e da beleza do local, você praticamente tem uma experiência de mindfullness ao se concentrar puramente no ato de chegar até o topo.
  • No terço final as coisas ficam um pouco mais difíceis. Digamos que não é uma trilha recomendada para se fazer de sapatênis, como vimos alguns desavisados pelo caminho haha. No meio das pedras tem umas escadas para facilitar a subida, mas que exigem atenção para não escorregar. Em alguns momentos a subida fica um tanto íngreme e você executa um movimento que é quase uma escalada.
  • A Lion’s Head é considerada uma trilha moderada e eu diria que é bem por aí, apesar de não ser muito experiente em trilhas. Exige um mínimo preparo e atenção para não tomar um pacote em alguns momentos. De qualquer forma, vale a pena subir até a parte “fácil” caso você não se sinta preparado para o resto. As vistas são espetaculares em todo o trajeto.
  • Lá em cima esticamos as pernas e relaxamos observando uma das cidades mais bonitas que já vimos.
  • Almoçamos, descansamos e depois decidimos ir novamente na Table Mountain. De forma inocente eu achei que nossos bilhetes valiam por 7 dias e que poderíamos subir no teleférico quantas vezes quisessémos. Errei. Na realidade você escolhe uma data e a partir dessa data tem 7 dias para usar uma única vez. É que as vezes a montanha fica fechada devido ao mau tempo.
  • Nesse dia ela estava aberta e com o céu limpo, mas lá em cima fazia um frio considerável e com vento. E eu de berma! De qualquer forma, aproveitamos cada canto da Table Mountain com direito a um café para esquentar. Foi legal ver a Lion’s Head a partir da Table Mountain e pensar que subimos nela naquela mesma manhã.
  • Demos mais uma passada no V&A Waterfront. Lá tem um porto revitalizado, um shopping grande, hotéis, restaurantes, espaços para apresentações culturais e várias lojas de artesanato. Compramos meias de girafa, meias de pinguim e uma xícara para espresso.
  • Decidimos economizar um pouco na janta e fomos de KFC.
no começo da trilha
que tal ficar nesse banco lendo ou escutando música?
clifton + camp’s bay
no cucuruto do leão
bom ponto pra relaxar
o estético V & A Waterfront
um dos lugares com mais coisas para se fazer em Cape Town

Dia 6

  • Dia de fazer um dos passeios mais bem avaliados da Cidade do Cabo: ir até a região dos vinhos em Franschhoek e Stellenbosch. Aliás, já adianto que esse é um bom passeio de fazer com o seu próprio carro caso tenha mais de um dia reservado para ele. É que a estrada é bonita e relativamente tranquila e desse jeito você não terá que enfrentar um ônibus que balança e nem colegas de passeio pesadamente etilizados. Mais sobre isso em breve…
  • Às 07:30 um ônibus nos buscou na beira-mar de Camp’s Bay e nos levou até o V&A Waterfront. Lá, outro ônibus partiu rumo a Franschhoek. Pelo caminho escutávamos uma mulher irritante esbravejando e rindo alto a cada 5 minutos na parte de trás do busão. Ficamos pensando… imagina quando beber. Descobrimos no fim do passeio, infelizmente kkk
  • Ao chegar na região você começa a conhecer as vínicolas com um trem ou com ônibus. Andar no trem é tipo o destaque charmoso do passeio, porém achei bem meia boca, na real. Esse trem só anda em linha reta e chega em apenas três vínicolas. A ideia é legal, mas dava pra deixar o percurso maior e mais interessante.
  • Na primeira vínicola que fomos optamos por um menu degustação de queijos e vinhos e deu boa. Foram 4 vinhos muito bons… pena que erramos a ordem haha
  • O lugar era privigeliado com vistas para montanhas e uma construção moderna/elegante. E o atendimento era ótimo. Rickety Bridge era o nome.
  • A segunda vínicola tinha um ambiente agradável, com mesas externas em meio a árvores e bastante sombra. O problema era que os vinhos eram péssimos. Acidez lá em cima e taninos exagerados, não eram nada equilibrados. E pedimos uns aperitivos que também não eram grande coisa.
  • Só sei que a partir dai comecei a não ficar muito bem. E nem bebi muito, mas certamente o vinho ajudou a piorar a situação. Era uma tontura com um mal estar e dor de cabeça que foram piorando… ficamos sentados em um restaurante um bom tempo, tomando água e um pouco de café e até melhorei. Mas a melhora não durou muito.
  • O caminho de volta no busão foi brutal. Sentamos na parte de baixo perto do banheiro. Frequentemente aparecia alguém para usar. E por duas vezes a mulher mais chata do continente africano apareceu ali… aquela que na ida já estáva “alegrinha” agora estava trebada, berrando e enchendo o saco. Para piorar, o onibus disparava um alarme a cada 3 minutos e o negócio não parava. Bizarro. Juntando isso tudo com o balançar do busão e as subidas e descidas foi demais para mim. Quando vi que estávamos passando exatamente na frente do nosso hotel pedi para ele parar e sai correndo rumo ao nosso quarto para botar TUDO PARA FORA.
  • Mais para noite nem estávamos com vontade de sair jantar, apesar de eu já ter melhorado. Comemos pringles e tomamos sprite do hotel. NHAM!
  • Essa região dos vinhos é muito bonita e com uma boa pesquisa dá para encontrar as melhores vínicolas, mas eu faria esse passeio de uma forma diferente. Nada de busão, nada de voltar com o povo lokao do nosso lado. O jeito é ir de carro cedo, fazer os passeios, dormir por lá e no outro dia voltar. Em menos de 1 hora dá para fazer esse percurso de carro próprio. Se tivéssemos feito assim certamente o desfecho não seria eu no toalete regurgitando e abraçando o vaso.
trem da alegria? haha
curti!
10 anos de casados nesse dia! ❤
inegavelmente belo

Dia 7, 8… 9…

  • Esse era o dia de ir embora de Cape Town. Tomamos café e começamos a nos despedir da bela Camp’s Bay. Um lugar realmente especial.
  • Chegamos em Johanesburgo e passamos a noite em uma região diferente: Sandton. Região rica, cheia de prédios e sedes de empresas grandes. Nosso hotel era muito confortável, mas o café da manhã não era grande coisa.
  • Aproveitamos o tempo livre pela manhã e fomos conhecer a Mandela Square, onde tiramos uma foto com a estatua do home!
  • E passamos um perrengue na volta, com um voo atrasado, dois voos cancelados, troca de aeroporto de guarulhos para congonhas e duas noites em são paulo para enfim poder voltar para Curitiba. Esses cancelamentos foram por uma chuva sinistra que caiu por lá. Em Congonhas pelo menos descobrimos um restaurante simprão bem bom e ganhamos um voucher num ibis que fica literalmente do lado do hotel. Ficamos em um andar alto (se não me engano o último) e da cama podíamos ver os aviões chegando e saindo pela janela… foi hipnótico para dormir. 20 e pouco já estávamos capotados. E de manhã finalmente conseguimos voltar para Curitiba.
  • Foi mais cansativo vir de são paulo do que da áfrica, eu diria kkk
mandela square
sandton
um tanto quanto cansados chegando em curitiba 🙂

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