Trilha sonora do post: Santiago Motorizado – La Revolucion
Dia 1: Galerías Pacífico, Plaza de Mayo, Puerto Madero
- Por volta de meio dia e pouco já estávamos no aeroporto Jorge Newbery (Aeroparque) e foi onde resolvemos comprar alguns pesos argentinos. Parece estranho, mas atualmente a cotação do Banco de La Nación é melhor do que a das casas de câmbio de Buenos Aires.
- Dessa vez ficamos no microcentro, mais especificamente no NH Buenos Aires Latino da calle Suipacha. Escolhemos este hotel pois está a meia quadra do Teatro Gran Rex, onde iria rolar o show do Santiago Motorizado – nosso objetivo principal da viagem.
- O almoço foi no Broccolino, uma cantina italiana com um ar autêntico e preços relativamente justos. Mandei uma milanesa com um spaghetti e estava ótimo..
- Fazia um pouco de frio do lado de fora e me pareceu mais do que apropriado degustar um café. O Dodó Café foi o nosso escolhido para iniciar os trabalhos em Buenos Aires em termos de cafeína e foi uma bela escolha.
- O ventinho chato continuava a incomodar um pouco, então fomos até a Galerías Pacífico para observar vitrines e tomar nosso café sentados com conforto.
- Eis que o tempo começou a mudar um pouco, com direito a um tímido sol no horizonte. Hora de uma caminhada leve até a emblemática Plaza de Mayo para ver o Cabildo, a Catedral e a Casa Rosada. E claro, tirar umas fotos. Dessa vez como era uma segunda feira notamos que não havia tanto movimento de turistas como de costume.
- Alguns minutos de caminhada e já estávamos em Puerto Madero, um lugar sempre agradável. Fomos até o Cerveza Patagonia, onde as cervejas são de altíssimo nível. Primeiro ficamos do lado de fora na companhia de aves curiosas e depois entramos porque o frio estava considerável. Lá dentro experimentamos uma cerveja impressionante, a Cruz del Sur com direito a lúpulos cítricos e um toque de chocolate. Ela vem em uma bandeja com formato de tronco de árvore e com pedaços de chocolate e cristais de IPA, além de um encarte com informações e orientações para aproveitá-la ao máximo.






Dia 2: Jardín Japonés, El Ateneo
- Optei por uma reserva sem café da manhã incluído, o que nos permitiu conhecer o Tostado – um lugar perfeito para o desayuno. Essa é uma rede em crescimento, inclusive com unidades no Brasil. É quase como um Starbucks versão porteña, com destaque para os tostados e para as medialunas – as estrelas de qualquer café da manhã argentino. Ficamos um bom tempo aproveitando o café, já que fizemos uma viagem sem quase nenhum compromisso de horário.
- O tempo não estava dos mais convidativos, com promessa de um pouco de chuva. Mesmo assim, fomos até o Jardín Japonés e confesso que achei ele ainda mais bonito e mais bem cuidado do que da primeira vez que o visitamos há alguns anos. Um lugar com uma estética única e que passa uma sensação de tranquilidade. A ideia era seguir para o Rosedal, mas a chuva estava ameaçando aumentar, nos fazendo pegar um uber em direção ao almoço.
- O almoço foi no Tanta, que estava bem movimentado para uma terça feira. Essa é um franquia do chefe peruano Gaston Acurio e é famosa por seus ceviches… que estavam em falta naquele dia! Decepção… mas o anticucho estava bom e o pollo saltado estava excelente.
- Que tal uma siesta? O clima estava propício e o meu sono era grande, afinal as 5 da manhã já estava de pé. Dormi por praticamente 2 horas e meia como há muito tempo eu não fazia de tarde. Reconfortante, eu diria.
- Bem próximo do hotel encontramos o paraíso: a Import Coffee Company. Uma franquia que produz um café de qualidade superior. E ali acho que aprendemos de uma vez a diferença entre um espresso, um americano, um machiatto, um flat white e um cortado.
- Fomos dar uma andada de leve na calle Florida, que é só para pedestres. Ali tem uma livraria El Ateneo (que é bonita, mas não é aquela famosa) e foi onde comprei o Eternauta. Havia três edições que se diferenciavam pelo tamanho dos quadrinhos…
- Caminhamos pela avenida Corrientes, uma rua enorme, movimentada, iluminada e cheia de restaurantes, bares, cafés, teatros (tava tendo Rocky em um!) e casas de show. Nós nunca havíamos nos hospedados próximos a ela e devo dizer que gostei bastante. Finalmente conhecemos um clássico de Buenos Aires: a pizzaria Guerrin. Olha, a pizza é saborosa e de massa alta, mas nada de outro mundo. Lembra uma pizza hut mais robusta. O detalhe é o que o lugar é enorme, enche rápido e nos deixa fedendo a lenha. Ah… e o preço é exagerado. 200 reais para pizza é demais.






Dia 3: Tigre
- O dia começou nublado e com um pouco de vento. Enquanto tomávamos nosso café da manhã no Tostado percebemos que o tempo estava firmando que o sol poderia aparecer. A previsão do tempo no celular não mostrava mais chance de chuva. Então… partiu Tigre!
- Fomos à pé até a estação Retiro. No caminho compramos um café do Import Coffee e trocamos alguns reais por pesos.
- O trem de Retiro até Tigre leva mais ou menos uma hora e no caminho tem bastante gente vendendo coisas ou pedindo dinheiro. É um deslocamento um tanto cansativo e que não passa por nenhum lugar que se destaque por sua beleza. Deu para ver o complexo de tênis com dezenas de quadras e também a região do hipódromo em que vimos o Lolla uns meses atrás.
- Tigre estava com pouco movimento e com um tempo agradável. É relaxante caminhar ao lado do rio Lujan e observar algumas belas construções como o Museo de Arte e o Club de Regatas. Destaque para o almoço no lado de fora do restaurante Chapaleo com direito a vista do rio. Caminhamos tranquilamente até o Museu com direito a vários descansos nos bancos espalhados pelo Paseo Vitoria.
- À noite em Buenos Aires fomos de parrilla no Revire Brasas Bravas. Fomos na segurança: bife de chorizo, provoleta e legumes na brasa. Bom, mas não no nível do Parrilla Aires Criollos.




Dia 4: Museo Histórico Nacional, Parque Lezama, Gran Rex
- Nas manhãs anteriores eu fiquei no bar do hotel tomando um refrigerante de Pomelo que comprava em um kiosko que tinha ali na frente. Mas esse dia estava muito frio e decidi pegar um Caramel Machiato do Starbucks que era do lado.
- Tomamos o café em dois tempos: um suco e um tostado no CIC Buenos Aires e medialunas e café no Import Coffe.
- De Uber fomos até o Museo Histórico Nacional que foca em momentos importantes da história argentina, como a revolução de mayo, a independência, a guerra civil e o período de Rosas. Um museu bem informativo para quem quer aprender mais sobre a história do país. Inclusive, vimos duas turmas de colégio tendo aulas ali dentro. Destaque para o sabre usado por José de San Martin que é guardado por um soldado.
- Do lado de fora do museu está o simpático parque Lezama, cheio de árvores e com uma energia agradável.
- Almoçamos no Napoles, um restaurante curioso… ele tem um salão enorme e em cada canto tem uma antiguidade (ou seria uma tranqueira) diferente: carros, motos, quadros, roupas, telefones, pianos. Mas o mais importante, a massa era absurdamente boa.
- Antes do show comprei uma camiseta do El Mato e fizemos um esquenta no Cerveza Patagonia, um lugar que se transformou no meu preferido para beber em Buenos Aires, devo dizer.
- E finalmente, chegou a hora do Santiago Motorizado! O show foi no Gran Rex, teatro famoso na cidade que já foi palco de artistas como Coldplay, Bjork, Bob Dylan, Chico Buarque e outros. Em 2 minutos estávamos na fila e por volta das 20:00 as portas se abriram. Sentamos no nosso lugar bem no meio da plateia e aguardamos ansiosamente pela abertura das cortinas vermelhas. E o show do Motorizado foi o que esperávamos e mais. Ele tocou todas as músicas do álbum novo, algumas do anterior e também versões acústicas de clássicos do El Mato. A voz dele está cada vez melhor, assim como sua presença e tranquilidade no palco. Show memorável que reforça a posição dele como um dos grandes artistas argentinos da atualidade.








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