Buenos Aires (2026)

Published by

on

Dia 1

  • PLAZA DE MAYO
  • PUERTO MADERO

Pousamos no aeroparque por volta das 14:00 e ao contrário das viagens recentes havia bem pouca fila na migração. Teríamos passado mais rápido não fosse a funcionária realmente boluda que estava com uma proverbial preguiça de fazer o seu trabalho.

Vencida essa parte resolvemos comprar uns pesos argentinos no Banco de la Nacion no aeroporto, que ainda conta com uma taxa de câmbio favorável. Também estava sem fila.

O uber era um entusiasta de um ritmo que parecia ser cumbia e também de uma direção um tanto agressiva. Já sentimos que o trânsito de Buenos Aires parecia mais intenso do que o normal e foi muito provavelmente pela maratona que iria acontecer no domingo.

Esta ida a CABA foi motivada pelo show do Él Mató no Movistar Arena, então optamos por nos hospedar na região de Palermo, que tem seus atrativos (principalmente gastronômicos), mas é um tanto fora de mão das áreas mais turísticas da cidade. E os deslocamentos até essas áreas são caros e demorados.

O hotel Be Hollywood foi uma escolha estratégica pela localização e acabou também se destacando pelo café da manhã com frutas saborosas, medialunas e uma avocado toast de respeito.

Após um almoço meia boca no NACHA Tex-Mex, pegamos o uber até a Plaza de Mayo. Me parece que uma viagem a Buenos Aires só começa de fato após uma visita a esse local. Não é por motivos estéticos (ainda que obviamente a região não seja feia), mas sim pelo o quanto de história a plaza já viu.

De qualquer forma, nosso objetivo principal nessa chegada era outro: a Cerveza Patagonia – Puerto Madero. Dá para dizer que esse é um de nossos lugares preferidos para tomar uma cerveja diferenciada. Pena que dessa vez não deu para pegar um lugar na parte externa, tava bem cheio.

Hoje em dia os meus hepatócitos não são mais valentes como antes, então duas cervejas é um bom limite. Saímos do bar, caminhamos um pouco pela região, atravessamos a Puente de la Mujer e compramos alfajores da Cachafaz (um era bom, o outro enjoativo).

Antes de voltar para o hotel comemos um elaborado e nutritivo pancho no Panchazo´s, que fica a poucos metros da Cerveza Patagonia. E com o tempo ameno foi agradável sentar por ali para degustar esse dogão porteño.

a cerveja patagonia sempre desce bem
a puente de la mujer em puerto madero
amassando um pancho!

–

Dia 2

  • FLORALIS GENERICA
  • COFI JAUS
  • ÉL MATÓ A UN POLICÍA MOTORIZADO

O dia começou bem com o café da manhã de alto nível do hotel Be Hollywood e na sequência uma ida a Floralis Generica. Notamos várias pessoas que faziam parte de grupos de corrida tirando foto em frente a Faculdade de Direito. O pessoal estava empolgado para a maratona.

Na Floralis apenas admiramos essa peculiar estrutura de metal, sentamos nos bancos para relaxar e fizemos amizade com um perro atleta e babão.

Para matar a saudades da Recoleta fomos a pé até uma livraria onde comprei Pantanal de Marcos Aramburu, passamos na frente do saudoso hotel Sileo e tomamos um cortado em uma simpática cafeteria da região.

O almoço foi um fideua bem servido na Pescadorita e depois um descanso importante visando o show do Él Mató. Após uma bem-vinda siesta fomos na ótima Cofi Jaus do lado do hotel. Ali mandamos um cookie diferenciado com pistache e mais café. Pegamos um cortado para viagem e degustamos no terraço do hotel, já entrando no clima do show.

O Movistar Arena fica a 23 minutos a pé do hotel Be Hollywood de acordo com o google maps, mas com nossas passadas nervosas movidas a cafeína chegamos lá em menos de 20 minutos.

Que lugar massa para shows! A capacidade é de cerca de 14 mil pessoas, somando a pista e plateia. É tipo um pequeno estádio fechado projetado para eventos de música. Chegando lá tem umas lojas e lugares para comer e beber antes da área do show propriamente dito.

Acompanhamos o lugar enchendo aos poucos até praticamente lotar. A expectativa para ver novamente o Él Mató em solo argentino era grande. E eles começaram com a pedrada clássica Navidad en Los Santos com o público ainda meio tímido.

Com Un Segundo Plan e Diamante Roto sentimos a empolgação subir bastante, mas nunca no nível que experimentamos no Luna Park. Acho que aquele show de 2023 juntou os fãs mais fervorosos e doidinhos deles.

De qualquer forma, o povo cantou junto com Santiago Motorizado as já clássicas Chica Rutera, Amigo Piedra e Más o Menos Bien.

E fomos ao delírio com Yoni B, uma música que me conquistou no Primavera Fauna no ano passado. Não tem como não se empolgar e não sair do chão no refrão dela. Para mim foi o grande momento da noite junto com o final sempre épico com Mi Próximo Movimiento.

A acústica basicamente perfeita, as imagens intrigantes no telão, as luzes bem escolhidas e uma banda com um som cada vez mais competente ao vivo se somaram e fizeram do show uma experiência atmosférica, intensa e emotiva.

É certo que nossos joelhos não reclamaram tanto como no Luna em 2023 e nossas camisetas não ficaram tão encharcadas, mas os corações bateram mais rápido e o sorriso apareceu no rosto diversas vezes.

Nesses últimos anos o Él Mató furiosamente subiu posições no seleto grupo de nossas bandas favoritas. Será que já não está na primeira posição? Hmm…

Aí foi voltar feliz a pé pelas ruas de Buenos Aires. Curiosamente passamos na frente do lendário Niceto Club, onde no dia seguinte o “surfador de galera” do boom boom kid iria fazer um show.

E que tal nossa janta econômica e prática pós-show? Sanduíche do mercado DIA, tostitos, refrigerante de pomelo e um alfajor. Batemos todos os macros e gastamos pouco.

Comemoramos bem nossos 11 anos de casados 🙂

café no be hollywood
mais uma na floralis
agora o esquenta para shows é com café 😀
vamos él mató!

–

Dia 3

  • PALERMO
  • ROSEDAL
  • MILANESAS E PIZZAS

Após um café da manhã repleto de huevos, toranja e medialuna fizemos uma relaxante caminhada matinal em Palermo rumo ao Rosedal. Ainda era relativamente cedo e boa parte da cidade ainda dormia. Pelo caminho percebemos a quase inexistência de vagas para carros nas ruas, todas ocupadas. Deve ser uma batalha feroz no dia a dia.

Ao nos aproximarmos do Rosedal pudemos perceber o movimento da maratona de Buenos Aires. A cidade estava respirando esse evento e vimos uma como era o percurso no instagram e me pareceu brutal. Bom, qualquer percurso de 42 quilometros vai ser brutal, não é mesmo?

Havia previsão de chuva, mas o tempo naquela manhã estava agradável. Sol no céu e uma temperatura amena pediam uma ida a algum parque. A ideia inicial era ir no Costanera Sur, mas considerando a Maratona e os inúmeros bloqueios de ruas seria uma tarefa das mais árduas chegar lá.

Dessa vez o rosedal não estava tão florido, mas os patos estavam bem tranquilos no gramado.

Para o almoço resolvemos ir em um Club de La Milanesa, algo que nunca havíamos feito até então. E que bela milanesa a cavalo eles fazem por lá. Saborosa e na consistência perfeita.

Aproveitei para comprar uma mochila na região, já que fui capaz de estourar uma caneta na minha velha mochila e manchá-la de um jeito perigoso.

Aí foi descansar no hotel, tomar mais um pouco de café no Cofi Jaus e à noite uma pizza de qualidade no Siamo Al Forno. Era a tal pizza napolitana, com massa mais fina e no forno a lenha. Tava meio carinha, mas muito boa.

E assim finalizamos esse bate e volta cultural e gastronômico na capital dos hermanos.

el rosedal
el rosedal II
apetitosa

– – –

Deixe um comentário

Previous Post